O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, tem defendido um plano para o crescimento
Comunidade
Risco de perda de soberania na Grécia marca cúpula europeia sobre crescimento.
Os líderes europeus gostariam hoje de discutir estratégias de crescimento de longo prazo, mas a situação de emergência na Grécia acaba por precipitar discussões paralelas sobre a crise do euro.
A Grécia poderá ter de aceitar nova perda de soberania para ter acesso a um segundo resgate, que poderá agora ser maior do que os € 130 bilhões prometidos pelos líderes em outubro.
O fracasso de Atenas em atingir as metas com que se comprometeu em 2011 (por causa da dura recessão que a austeridade provocou), e a incapacidade do perdão parcial de dívida privada assegurar por si só a sustentabilidade do país, levou Berlim a elevar a exigência, propondo uma "transferência de soberania orçamental" para um "comissário de orçamentos", "designado pelo Eurogrupo", segundo consta no documento da proposta alemã.
Este comissário teria poderes para vetar decisões orçamentais e garantir respeito ao acordo. Atenas rejeitou e acusa os defensores da propostas de "ignorar algumas lições da história" mas, em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia Amadeu Altafaj afirmou que "a Comissão está decidida a reforçar as suas capacidades de vigilância e está tentando aumentá-las ", embora notando que cabe ao governo grego manter "plena responsabilidade".
Por enquanto, a crise do euro não está na agenda dos líderes, que querem dedicar hoje três horas a falar de medidas para o crescimento e a adotar um novo pacto orçamentário, mas há muita especulação em torno de uma reunião extra dos líderes, no jantar.
O objetivo de Berlim com esta proposta, segundo uma fonte comunitária, é criar uma nova condição para justificar um aumento da conta com a salvação da economia grega.
Os números que circulam de um segundo resgate rondam agora os € 145 bilhões, que é o valor pedido por Atenas.
As negociações apontam para um acordo com os credores que não garante que a dívida grega atinja 120% do PIB em 2020, valor que tem servido de indicador de sustentabilidade.
O que os credores não assumirem terá de ser compensado por perdas na dívida detida pelo BCE, Estados ou então por um segundo ‘resgate' maior que previsto.
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