Em 2001, 4,2% da população vivia em pobreza extrema, sendo que essa proporção diminuiu para 2% em 2009
Comunidade
Levantamento do Ipea sobre situação social no estado de São Paulo mostra que houve leve redução na taxa de emprego e que a pobreza extrema caiu pela metade em oito anos.
Em seus 458 anos, a capital São Paulo viu grandes mudanças sociais ao seu redor. No estado que leva o mesmo nome, questões sociais e econômicas apresentam desempenho opostos.
Um estudo divulgado nesta terça-feira (24/1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apenas 5,5% da população paulista vive nas zonas rurais de seus municípios.
Por outro lado, a pesquisa, que compara a evolução do estado entre 2001 a 2009, revela que a taxa de desemprego em São Paulo (de 10,8% para 9,3%) teve a menor queda se comparada a região Sudeste (de 10,5% para 8,6%) e o Brasil (de 9,2% para 8,2%).
"São Paulo é mais vulnerável à crise e por isso sofre impacto no emprego", destacou Marcio Pochmann, presidente do Ipea.
Houve também uma leve desaceleração no rendimento médio no estado que passou de R$ 1.450 para R$ 1.362.
"Ao longo do período, o estado apresentou crescimento muito aquém da média nacional e também da região", segundo o relatório.
Mesmo assim, a desigualdade de renda recuou, uma vez que a renda domiciliar per capita da zona rural teve crescimento de 35,6%, superior ao observado na urbana (8,5%), passando de R$ 357,0 para R$ 483,9.
De acordo com Pochmann, presidente do Ipea, São Paulo já se consagra como a quarta renda mais alta do Brasil. "O estado representa um terço do Produto Interno Bruto do país e os resultados vistos na pesquisa mostram que a desigualdade entre a população urbana e rural tem ficando menor."
Em 2001, 4,2% da população vivia em pobreza extrema, sendo que essa proporção diminuiu para 2% após oito anos. Já no quesito educação, em 2001, 6% dos paulistas eram analfabetos. Esse número caiu para 4,8% em 2009.
O levantamento feito pelo Ipea mostra ainda que a fecundidade (estimativa do número médio de filhos que uma mulher teria até o fim de seu período reprodutivo) em São Paulo (1,72) é menor do que no Brasil (1,90).
No mesmo sentido, a taxa de mortalidade infantil (mortes infantis por mil nascidos vivos) em São Paulo caiu de 16,5 em 2001 para 13,1 em 2007.
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