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Situação na Europa desanima e deixa bolsas no vermelho

Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br)
22/02/12 13:26


Os problemas em torno de países europeus assombram os investidores nesta quarta-feira (22/2).

Ao contrário do que muitos imaginavam, a aprovação do novo plano de ajuda à Grécia não puxou ganhos nas principais bolsas de valores mundiais, gerando o efeito oposto.

Na avaliação de Bruno Lembi, agente autônomo, a aversão ao risco domina os mercados, porque os agentes perceberam que, apesar do pacote grego evitar um default no curto prazo, a Europa como um todo passa por uma situação complicada.

"Os mercados vinham se apegando a essa questão da Grécia, mas após o pacote eles caíram na real e viram que os problemas são mais profundos", afirmou Lembi.

Assim, os investidores não colocam no preço o acordo obtido entre governo grego e líderes europeus na terça-feira (21/2), que garante a segunda ajuda de € 130 bilhões.

A Zona do Euro cumpriu uma parte essencial de uma nova estratégia para estabilizar a crise que afeta a região, dando sinal político o segundo resgate à Grécia.

Mesmo com a reação dos mercados, para o presidente do grupo dos ministros das finanças da Zona do Euro, Jean-Claude Juncker, o acordo é de grande alcance, permitindo uma redução significativa da dívida.

Além disso, Lembi acrescentou que indicadores econômicos ruins da Zona do Euro deixam os agentes com mais cautela, já que não mostram recuperação das economias.

O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos 17 países do bloco recuou para 49,7 pontos em fevereiro, contra 50,4 pontos no mês anterior.

Diante do cenário, o DAX, em Frankfurt, caía 0,82%; em Paris, o índice CAC-40 retraái 0,55%; enquanto em Londres, o índice FTSE 100 perdia 0,25%.

Em Wall Street, o Nasdaq, termômetro de tecnologia, tinha queda de 0,14%, o Standard & Poor's 500 declinava 0,15% e o índice Dow Jones recuava 0,04%.

Já no Brasil, depois de dois dias sem pregão devido ao feriado de Carnaval, o Ibovespa subia 0,06% nos primeiros negócios, aos 66.243 pontos.

A agenda de indicadores local não conta com divulgações importantes.

No mercado de câmbio, o dólar comercial operava estável ante o real, cotado a R$ 1,7120 na compra e R$ 1,7140 na venda.


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