Na Vivo, em 15 dias, cerca de 60 mil pessoas se inscreveram na etapa de pré-venda do iPhone
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Vivo, Tim e Oi estão confiantes de que os smartphones (como são chamados os celulares mais sofisticados) serão as estrelas do próximo Natal.
Na Vivo, que lidera o mercado em número de clientes, as estimativas são de que 70% dos usuários de celular querem um aparelho inteligente.
O diretor de marketing da Tim, Roger Solé, não fala em números, mas diz que a operadora também percebe "um desejo muito forte" dos consumidores por modelos mais sofisticados.
O iPhone 4, da Apple, que começa a ser vendido no Brasil hoje (17), é considerado pelas operadoras como um aparelho consumido principalmente por clientes de classes mais altas.
"O iPhone é fundamentalmente para ampliar o portfólio de smartphones. Ele não precisa de apresentação, é um ícone", afirma Solé.
Na Vivo, em 15 dias, cerca de 60 mil pessoas se inscreveram na etapa de pré-venda do telefone.
Mas a demanda existe também entre classes B e C. "Entre janeiro e agosto deste ano, registramos um crescimento de 49% nas vendas de smartphones", diz o vice-presidente de operações da Vivo, Paulo César Teixeira.
Segundo o executivo, esses aparelhos respondem por 30% do portfólio da operadora, totalizando 34 modelos.
"Há uma conjuntura favorável ao consumo de dados. No caso de smartphones, preço é uma barreira, mas os valores estão caindo", afirma Teixeira.
De acordo com o diretor de segmentos da Oi, Roberto Guenzburger, em média, os preços dos celulares inteligentes têm diminuído 5% a cada trimestre, o que resultaria em uma queda de 20% em 2010.
O executivo diz que este é um dos fatores que impulsiona o interesse dos consumidores por estes aparelhos. Outros dois elementos são a crescente variedade de modelos e os novos recursos que eles ganham a cada dia.
"Começamos a ver esses celulares chegando a uma camada nova da população, que tem um volume grande de pessoas", diz Guenzburger.
De olho na classe C, a Tim lançou, em agosto, uma oferta que permite acesso à web por meio do celular por R$ 0,50 ao dia.
O avanço nas vendas de celulares com acesso à web reflete diretamente no aumento da receita de dados das operadoras.
Além disso, Guenzburger diz que quem tem um aparelho do tipo acaba consumindo mais serviços de comunicação como um todo.
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