Produção de tabaco em Cuba: joint venture com o governo consolida marcas do grupo na ilha antes dos concorrentes
Comunidade
Sócia do governo Castro há 15 anos, empresa fecha acordo que lhe assegura domínio do mercado.
Sócia do governo cubano na fabricante de cigarros Brascuba há 15 anos, a Souza Cruz fechou um novo acordo que lhe garante o direito de preferência na privatização do monopólio estatal Tabacuba.
A parceria prevê apoio da empresa brasileira, controlada pela British American Tobacco (BAT), na reforma e melhoria tecnológica da Tabacuba. Em troca, o governo cubano garantiu que, se privatizar a empresa, terá que oferecê-la primeiro à Souza Cruz.
Embora seja um negócio pequeno para a Souza Cruz e irrisório para a BAT, a Brascuba tem um importante papel estratégico. Quando e se ocorrer a abertura econômica do país liderado há cinco décadas por Fidel Castro, o mercado de cigarros tende a disparar e as marcas dominadas pela Souza Cruz serão as únicas no gosto dos consumidores.
"Cuba tem 11 milhões de habitantes, um mercado potencial similar ao Chile e à Venezuela", diz Fernando Teixeira, diretor da Souza Cruz responsável pela operação.
A Brascuba detém virtualmente todo o mercado de cigarros nacionais indexados ao dólar, enquanto a Tabacuba produz os cigarros baratos cotados em pesos cubanos.
O mercado da Brascuba é limitado aos consumidores com acesso ao CUC, equivalente a um dólar mais um pequeno spread. Seu público acaba ficando restrito a estrangeiros, turistas, e cubanos com acesso à moeda paralela.
Dos 13 bilhões de cigarros vendidos anualmente em Cuba, a Brascuba tem 11,3% do volume. Com um faturamento de US$ 25 milhões, a companhia representa 29% do valor das vendas de cigarros do país. A estatal Tabacuba, dona de 50% da Brascuba, detém os outros 88,7% do mercado.
Privatização
Se assumir a Tabacuba, a Souza Cruz dominará 100% da produção cubana de cigarros, com um portfólio em todas as categorias de produto. Isso porque o monopólio estatal atua apenas em cigarros de baixo valor, enquanto a Brascuba possui cigarros "premium" e de médio preço - como o Lucky Strike importado do Chile, o Hollywood fabricado em Cuba com tabaco brasileiro e o Popular, líder da categoria de cigarros ligados ao dólar.
Entre as marcas de alto valor fabricadas pela Brascuba estão principalmente tradicionais marcas de charutos, licenciadas pelo governo para dar nome a cigarros. A mais sofisticada delas é a Cohiba, produzida pela Brascuba desde 2003. A força dessas marcas permite à companhia exportar 300 milhões de cigarros por ano para países em que os charutos são conhecidos, principalmente a Espanha.
A grande vantagem do país de Castro é que o percentual de fumantes é muito elevado. Cerca de 35% da população adulta é fumante, algo como 2 milhões de pessoas, segundo Teixeira. Em países como Brasil e Estados Unidos, o percentual de fumantes é de cerca de 20% dos adultos.
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DESDE DE 12 ANOS DE IDADE, QUE FUMO SÓ HOLLYWOOD ORIGINAL. QUERO DAR OS PARABÉNS PELA EQUIPE DE MARKETING DA SOUZA CRUZ, E TODA AEQUIPE DESSA GRANDE DISTRIBUIDORA DE CIGARROA NO BRASI. COM MAIS ESSE LANÇAMENTO NO MERCADO COM O: HOLLYWOOD CUBA, POIS GARANTO QUE JÁ ME TORNEI FÃ, DESSE GRANDE ALAVANCAMENTO NO MERCADO.
olá tudo bem
eu quero saber como e que faz pra mim pegar o cigarro para vender em meu bar.
bjs
Eu posso compra cigarros em pacotes e revender em pacotes, da um bom retorno financeiro
Parabéns a toda equipe principalmente a vc Antonio Nascimento por dar esta grande vitoria aõs brasileiros.
O Camel da souza cruz é exelente cigarro poderia ser exportado para o mundo
quero vender cigarro no meu deposito como faço.