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Rafael Ribeiro: 10% da receita da Danone vai para marketing. E o Carnaval recebeu de 12% a 15% desse montante
Comunidade
Escolas prometem interação na passarela com redes sociais. Danone cria ações com realidade aumentada.
A cada ano, o "maior show da Terra" surpreende quem assiste aos desfiles das escolas de samba com astronautas voadores, ilusionismo, efeitos especiais, alegorias que se movimentam e telões de alta definição.
Embora o carnaval seja uma festa cujo tom é a produção artesanal, a tecnologia é elemento presente nos desfiles de Rio de Janeiro e São Paulo. "Quanto mais a gente se somar à tecnologia mais bonito fica o espetáculo", afirma Chico Spinosa, carnavalesco da Unidos de Vila Maria, terceira colocada do grupo especial de São Paulo em 2011.
Redes sociais na avenida
Spinosa que já viu de tudo em 26 anos de avenida, promete inovar amanhã no Anhembi. A segunda alegoria da Vila Maria terá um telão de 6 metros por 4 metros para interagir com o público por meio do Twitter.
"Vamos responder frases de quem tuitar para a gente. A tecnologia nos aproxima mais do público, que poderá aparecer no nosso desfile", opina.
O carnavalesco, que foi campeão com a Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e ganhou o título paulista três vezes com a Vai-Vai, diz que a tecnologia será usada para complementar e ressaltar trechos do enredo.
"Sempre tive telões, paredes de LED, para acrescentar algo ao espetáculo e acredito (na tecnologia) como peça forte".
A opinião é compartilhada por Jaime Cezário, carnavalesco da Porto da Pedra, que desfila domingo, no Rio de Janeiro.
"A tecnologia tem que ser usada a favor, é um detalhe para fazer o desfile se tornar espetacular. Ela nunca vai ser a base do desfile, porque o carnaval tem toda a questão manual", afirma.
Desfile virtual
A Porto da Pedra, que falará sobre a história do iogurte na Sapucaí, trará inovações, integrando o desfile real a uma passarela virtual, no Facebook.
A agremiação e a Danone, que patrocina a escola, criaram um aplicativo no Facebook para que as pessoas possam participar de um desfile virtual. "O aplicativo faz uma varredura no perfil do usuário que se inscrever e, em função de sexo e idade e de um quiz que ele responde, é definida a ala virtual para ele desfilar", explica Rafael Ribeiro, gerente de marketing da Danone.
O aplicativo explica o conceito das alas e cada uma delas é associada a um produto da Danone. A ala das crianças, por exemplo, é atrelada a Danoninho; a da Velha Guarda, a Densia.
Para participar do desfile virtual, basta se inscrever em www.facebook.com/portodapedra. E quem se inscrever até amanhã participará, virtualmente, do desfile presencial, pois as fotos dos integrantes do desfile no Facebook serão projetadas em um telão em um carro alegórico.
"Não será em tempo real, porque a Liga das Escolas de Samba tem uma série de restrições ao aparecimento de marcas, então, temos que fazer um filtro prévio do material", diz Rodrigo Matheus, gerente de mídias digitais da Danone.
Realidade aumentada
Além da passarela virtual, a Danone criou um aplicativo de realidade aumentada que pode ser baixada por smartphones com o sistema operacional Android e pelo iPhone. Quem usar o aplicativo poderá ver projeções em 3D em 20 pontos turísticos do Rio de Janeiro.
"Basta apontar o celular para o local indicado e o usuário verá uma intervenção virtual na paisagem", diz Ribeiro. Além disso, embalagens promocionais de 900 ml de Danoninho, Dan Up e Activia e máscaras que serão distribuídas na cidade terão um código que mostrará um casal de mestre sala e porta bandeira sambando ao redor da embalagem.
Ribeiro não fala em valores absolutos, mas a verba destinada às ações do carnaval, incluindo o patrocínio à Porto da Pedra, é de 12% a 15% do orçamento de marketing, que é 10% do faturamento da empresa no Brasil.
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