Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica: expansão fora de São Paulo e oferta de banda larga e TV paga
Comunidade
Companhia unificará sua comunicação comercial no país, criando a terceira identidade do grupo no mundo, ao lado da O2 e Movistar.
A marca Vivo será adotada comercialmente pela Telefônica entre o primeiro trimestre do ano que vem e o início do segundo trimestre de 2012, informa Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.
Com isso, os clientes de telefonia fixa da empresa em São Paulo passarão a receber contas com a marca Vivo.
"A complexidade está na integração de sistemas e no call center, para garantir uma nova experiência aos nossos clientes", diz.
A Vivo será a terceira marca comercial do grupo Telefônica no mundo. As outras duas são O2, usada na Europa, e Movistar, adotada na Espanha e em países latino-americanos de língua espanhola.
Valente diz que o processo de integração entre Vivo e Telefônica está ocorrendo dentro do cronograma estabelecido, mas não quis comentar quando as primeiras ofertas conjuntas, conhecidas como bundles, que reúnem banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa, chegarão ao mercado.
"Os próximos passos passam por ofertas integradas. Apesar da complexidade do processo, ele tem ocorrido bem", afirma.
Expansão
O executivo reitera que os pilares de crescimento da companhia no Brasil passam por expansão fora de São Paulo e na oferta de serviços de banda larga e televisão por assinatura.
A estrutura comercial e a infraestrutura de rede da Vivo são os caminhos naturais para a operadora ampliar sua presença em outros estados, onde ela não tiver redes físicas, seja de telecomunicações ou de televisão a cabo.
E o satélite é a alternativa mais viável para aumentar a presença da companhia na oferta de televisão paga em outros estados. Pelo menos até que o projeto de lei da câmara nº 116/2010 (PLC 116/2010) seja aprovado pelo Senado.
Ele altera as regras do mercado de TV a cabo, permitindo que empresas do setor sejam controladas por capital estrangeiro.
A Telefônica tem participação na TVA, do Grupo Abril, até o limite permitido por lei e, em outra ocasião, Valente declarou que pretende obter o controle da companhia assim que a legislação permitir. A expectativa do executivo é que o projeto de lei seja aprovado pelo Senado até agosto.
"Temos implementado fibra em São Paulo para ultrabandalarga. O custo varia entre € 800 a € 1000 por acesso. Para justificar o investimento, é preciso poder oferecer todos os serviços - TV e banda larga. Após a aprovação do projeto, muitas outras oportunidades serão analisadas", diz Valente.
A rede de fibra óptica da Telefônica em São Paulo passa por 500 mil domicílios com condições de contratar o serviço. Por mês, cerca de 3 mil novas casas são incluídas na infraestrutura.
"Certamente, para muitas cidades, satélite e soluções de banda larga sem fio são as mais adequadas. Mas as opções não são excludentes, até porque as redes físicas não são implementadas simultaneamente em toda a cidade", completa Valente.
Comentários
Últimas Notícias
- 13:17
Avança a concentração no mercado de planos de saúde - 12:58
Comércio eletrônico brasileiro cresce 43% em dois anos - 12:44
Há oferta e demanda para a fonte eólica, afirma Abeeólica - 12:23
Déficit em conta corrente soma US$ 5,4 bi em abril - 12:07
Banco Central anuncia oferta de swap cambial - 11:45
Standard and Poor's reduz nota da Telefónica para "BBB" - 11:19
General Mills conclui negociação de compra da Yoki por R$ 1,75 bi










A telefonica já causa problemas demais aos usuários do estado de São Paulo, imagina com essa expansão....
Ninguem lembra essas horas do PESSIMO backbone que a telefonica tem e os pessimos roteadores, o que faz a conexao internacional ficar uma porcaria principalmente para quem joga ou faz streaming.