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O terremoto do último sábado (27) no Chile, maior produtor de cobre do mundo, gerou uma grande especulação nos preços do metal negociado em Londres e Nova York.
O contrato de três meses, referência para a América Latina, cotado na London Metal Exchange, saltou de US$ 7.071 por tonelada métrica na sexta-feira, para US$ 7.334 na segunda-feira.
Mas a tendência de alta do metal já é anterior ao tremor de terra, principalmente porque os preços têm forte correlação com as expectativas de retomada do crescimento da economia mundial.
Os preços, que atingiram o patamar de US$ 3 mil no final de 2008, dispararam para US$ 7.500 em janeiro deste ano. "O terremoto foi longe o suficiente para não atingir a infraestrutura das minas. A produção só foi afetada no sábado por cortes de energia", explica a analista do Barclays, Jimena Zuniga, em relatório.
Forças no preço
"O mercado abriu no domingo em uma alta muito forte, com investidores asiáticos acreditando que o problema de oferta era mais sério. Por preocupação, as minas foram paralisadas e também os embarques, por conta de danos em portos", explica o broker de futuros e vice-presidente para América Latina da MF Global, Cesar Canali.
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