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Varejo eleva expectativa para atividade econômica

Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
12/01/12 16:01


Com a redução dos juros, incentivos do governo, a expectativa dos economistas é que as vendas continuem aquecidas neste ano

Com a redução dos juros, incentivos do governo, a expectativa dos economistas é que as vendas continuem aquecidas neste ano

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O resultado das vendas no varejo superou as expectativas e elevou as previsões para o desempenho da economia brasileira.

Com alta de 1,5%, o varejo recuperou o ritmo de expansão, após a desaceleração do mês de outubro, quando o indicador havia registrado queda de 0,3%.

Os dados mostram que a recuperação foi difusa por todos os ramos de atividade. Dos 10 ramos pesquisados pelo IBGE, nove registraram crescimento. Os principais destaques foram dos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (8,6%), e de veículos, motos e autopeças, que avançou 4,6%, após queda de 2,6% em outubro.

Em novembro, o Banco Central (BC) retirou a restrição a financiamentos para compra de veículos com prazo até 60 meses sem entrada, o que impulsionou as vendas de veículos.

Após a divulgação do dado, economistas passaram a esperar um melhor resultado do IBC-Br, que será divulgado pelo Banco Central (BC) neste mês. O indicador, elaborado pela autoridade monetária, serve como uma aproximação para o Produto Interno Bruto (PIB).

A consultoria Rosenberg & Associados elevou suas projeções para o IBC-Br, e espera uma expansão de 1,4% na comparação com o mês anterior, dessazonalisado.

"Depois da estabilidade de outubro, o varejo voltou a crescer, e surpreendeu as expectativas de todo o mercado", explica Thaís Zara, economista da Rosenberg.

O dado revelou maior ritmo do consumo das famílias, o que estimula um aumento nas projeções. O departamento de pesquisas do Bradesco, após o dado, divulgou que prevê um IBC-Br em torno de 1% em novembro.

"Esse resultado, se confirmado, reforça a percepção de retomada do PIB no final de 2011, ainda que em ritmo moderado", afirma em relatório Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Para os próximos meses, a previsão também é positiva. Com a redução dos juros, incentivos do governo, a expectativa dos economistas é que as vendas continuem aquecidas neste ano.


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