A saída de Chehade não afetará a estabilidade do governo e colocará fim a um dos primeiros escândalos enfrentados por Humala
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Chehade começou a ser investigado em outubro pelo Ministério Público e pelo Congresso.
O segundo vice-presidente do Peru, Omar Chehade, renunciou ao cargo em meio a um escândalo de corrupção por um suposto caso de tráfico de influência, a poucas horas de uma votação importante no Congresso sobre o seu futuro político, afirmaram parlamentares nesta terça-feira (17/1).
Ele apresentou na noite de segunda-feira a sua carta de renúncia ao presidente Ollanta Humala, que já havia pedido a Chehade há alguns meses que tomasse alguma medida para pôr fim ao escândalo que atingiu sua imagem da luta contra a corrupção.
Chehade começou a ser investigado em outubro pelo Ministério Público e pelo Congresso, após revelações de que se reuniu com três generais para supostamente pedir uma intervenção policial em favor de um grupo empresarial local que mantém uma disputa pelo controle de uma empresa do setor de açúcar.
A saída de Chehade, um dos dois vices do Peru, não afetará a estabilidade do governo e colocará fim a um dos primeiros escândalos enfrentados por Humala, que assumiu o cargo em julho após prometer combater a corrupção.
O escândalo inicialmente afetou a popularidade de Humala, mas uma reforma ministerial promovida por ele em dezembro para reprimir os protestos anti-mineração aumentou sua taxa de aprovação em 7 pontos percentuais, para 54%, de acordo com uma pesquisa publicada no domingo.
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