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Alimentos

Vivenda do Camarão mescla gestão familiar com franquia

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
10/02/12 17:16


"A franquia tem duas grandes vantagens: expandir sem ter que colocar capital próprio e contar com o franqueado para também cuidar do negócio"

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Diferentemente dos modelos tradicionais, a rede de restaurantes não cobra royalties nem taxa de publicidade de seus franqueados. O retorno se dá pela venda de mercadorias.

O equilíbrio do negócio, dividido entre lojas próprias e franquias, garante o ritmo de expansão da rede de frutos do mar Vivenda do Camarão na faixa dos 25% a 30%.

De origem familiar, os planos de crescimento da rede ganharam novos contornos 13 anos após a inauguração do primeiro restaurante, que ocorreu em 1984.

Com a companhia atingindo a adolescência, o interesse de empresários pelo modelo de negócio da Vivenda do Camarão levou à abertura da primeira franquia.

"A ideia não era crescer como franquia, a rede tornou-se conhecida como loja própria. Mas como houve muita demanda, acabamos apostando em franquia também", contou Diego Perri, sócio-diretor da Vivenda do Camarão.

Perri, filho do fundador da rede, aponta que há vantagens e desvantagens nos dois modelos de negócio, que acabam se completando.

"A franquia tem duas grandes vantagens: expandir sem ter que colocar capital próprio e contar com o franqueado para também cuidar do negócio. Já na loja própria há rentabilidade maior, por não ter que dividir a lucratividade, mas se investe muito mais", explica.

Atualmente, a rede conta com 140 restaurantes, divididos em 90 lojas próprias e 50 franquias. "O número maior de lojas próprias dá segurança para o franqueado, ao mostrar que o negócio é sólido", destaca o executivo.

A Vivenda do Camarão possui ainda um diferencial em relação ao modelo de franquia. Ao contrário do padrão observado no mercado, a rede não cobra royalties nem taxa de publicidade. O retorno se dá pela venda de mercadorias aos franqueados.

Com uma fábrica própria em Cotia, interior de São Paulo, conhecida como Central Processadora de Alimentos (CPA), a rede processa mais de 2 mil toneladas de pescado por ano, que assegura a produção de 600 mil refeições mensais.

Estratégia

Mesmo com duas franquias no exterior, uma no Paraguai e outra na República Dominicana, a Vivenda do Camarão está focada na expansão nacional.

"Nosso foco é a ampliação no mercado nacional, ainda têm muitos pontos para expandir. Fora do Brasil foram oportunidades que surgiram e não costumamos fechar as portas quando surge uma boa oportunidade", comenta Perri.

O executivo ressalta, no entanto, que cada novo negócio recebe uma avaliação criteriosa. "Não vamos simplesmente abrir franquia para crescer, só concedemos a franquia quando é economicamente viável."

Em quase 28 anos de operação, a rede teve apenas duas lojas que fecharam.

Presente praticamente no Brasil inteiro, as regiões Norte e Nordeste estão na mira do projeto de expansão, assim como o interior de São Paulo.

De acordo com Perri, o objetivo é fortalecer a marca nessas duas regiões, tendo em vista a melhora da situação econômica. Além disso, ambas regiões estão acostumada com frutos do mar, "teremos aceitação certa."

Negócios

Sem revelar números, a estimativa de crescimento do faturamento anual fica na faixa de 30% a 35%.

Quanto aos investimentos, o aporte total neste ano deve alcançar cerca de R$ 15 milhões.

No ano passado, foram abertas 21 lojas e a projeção é que sejam inauguradas mais 30 estabelecimentos em 2012.

Aos interessados na franquia, uma loja em operação exige investimento de R$ 500 mil, com retorno previsto entre 24 e 36 meses.


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