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Telecom

Vivo planeja investir cerca de R$ 3,5 bilhões em 2011

Fabiana Monte   (fmonte@brasileconomico.com.br)
24/02/11 18:59


Roberto Lima avalia que 2011 deve ser um ano de intensa competição

Roberto Lima avalia que 2011 deve ser um ano de intensa competição

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Para Roberto Lima, presidente da Vivo, o desempenho de 2010 é o melhor da história da operadora controlada pela Telefónica; a empresa pretende investir cerca de R$ 3,5 bilhões em 2011.

"Nossa estratégia é diversificar a fonte de receitas, por isso temos investido em serviços de valor agregado e em serviços de dados, que são 20,7% do total do faturamento de serviços no quarto trimestre. E isso será incentivado com a expansão do 3G", afirma Lima.

Até o fim do ano, a Vivo planeja cobrir 2.832 cidades com serviços de terceira geração. Até agora, 1.206 municípios foram cobertos, num esforço que exigiu a implantação de rede em três cidades por dia. Para atingir a meta, a instalação terá de ser acelerada, atingindo quatro cidades por dia.

A receita de internet móvel cresceu 65,4% no quarto trimestre do ano passado, em comparação com igual período de 2009. No ano inteiro, o avanço foi de 94,5%.

"Serviços de dados e de valor tiveram um crescimento alto, mas o impacto no desempenho ainda é menor do que o avanço na conquista de clientes pós-pagos. Um dos destaques foi o crescimento de clientes pós-pagos, que são mais rentáveis e mais saudáveis", afirma Rosângela Ribeiro, analista da SLW Corretora.

No ano, a Vivo chegou a 60,2 milhões de assinantes, dos quais 8,5 milhões foram conquistados em 2010. Destes, 33% são usuários pós-pagos. O avanço desse tipo de assinante deve-se não só à venda de mais planos de voz para esse perfil de cliente, mas também ao crescimento da base de planos de internet móvel, comercializados sob o modelo pós-pago.

"A base cresceu em número de usuários e na quantidade de serviços prestados a cada cliente", afirma Lima.

Na avaliação do presidente da Vivo, o mercado de assinantes pós-pagos tem crescido em função da vontade do consumidor em pagar tarifas com preços menores e do interesse em usar serviços de dados por meio de smartphones ou minimodens.

Ele acrescenta que aumentar a receita de dados é uma forma da Vivo diminuir a dependência da VU-M, tarifa paga à operadora móvel quando uma chamada termina na sua rede, devido à intenção da Agência Nacional de Telecomunicações de reduzir o valor da taxa. "Nossa estratégia é reduzir a dependência do tráfego entrante e dados nos ajudam nisso", observar Roberto Lima.

Outro pilar do resultado da Vivo foi o controle de custos, que cresceram 5,2% no ano, em comparação a avanço da receita de serviços de 12,5% em 2010. A companhia encerrou 2010 com dívida líquida de R$ 1,7 bilhão, queda de 54,4% frente ao ano anterior.

Investimento

No ano passado, a companhia investiu cerca de R$ 2,5 bilhões. Para 2011, a empresa planeja aplicar aproximadamente R$ 3,5 bilhões, incluindo R$ 782 milhões que serão destinados ao pagamento das faixas de frequências adquiridas pela Vivo em dezembro, em leilão realizado pela Anatel. Os recursos serão usados também para rede, tecnologia da informação e na rede de lojas próprias da companhia.

De acordo com Roberto Lima, a aquisição dessas licenças dará à Vivo mais capacidade de rede e a possibilidade e oferecer mais qualidade a seus clientes.

"Terminamos 2010 eliminando a última barreira para o crescimento da Vivo. Sem essas faixas, tínhamos 40% menos espectro que nossos concorrentes", afirma.

A nova rede, na faixa de frequência de 1.800Mhz será construída ao longo do ano. Os fornecedores serão Ericsson e Huawei, que já prestam serviço para a operadora. A expectativa de Lima é que os contratos com a Anatel sejam assinados ainda no primeiro trimestre. A rede será construída em regiões onde a operadora já tem um crescimento forte ou em lugares que apresentam potencial de desenvolvimento.

2011

Roberto Lima avalia que 2011 deve ser um ano de intensa competição, com a entrada de uma nova empresa no mercado - a Nextel. O executivo diz que a escolha dos clientes será baseada em variedade de serviço, cobertura e qualidade de entrega e não mais exclusivamente preço. "Para nós não muda muito, sabemos da nossa força". O presidente da Vivo não quis falar se já a partir deste ano a operadora lançará ofertas conjuntas com a Telefônica.

A Vivo está discutindo manutenção do contrato que mantém com a Dedic GPTI, empresa de call center que pertence à Portugal Telecom e que será unificada à Contax, da Oi, onde os portugueses aplicaram parte dos recursos da venda da Vivo para a Telefónica. "Mantemos o contrato, que tem cláusulas de confidencialidade. Com a nova composição acionária, o assunto está sendo debatido". No Brasil, a Telefônica tem sua própria empresa de call center, a Atento.


Comentários

aracat, rio | 25/02/11 03:20
se pensa que vai investir no BRASIL, se engana, todo sera
coñprar empresas e bonus.


aracat, rio | 26/02/11 03:44
planeja invertir, mas nao vai invertir nada,


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