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Mineração

Wisco terá participação de 21,5% no capital da MMX

Carolina Marcondes   (cmarcondes@brasileconomico.com.br)
30/11/09 10:16


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O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou hoje (30) a venda de 21,52% do capital social da MMX para a companhia chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco).

O ganho de participação será atingido por meio da subscrição de ações ordinárias da MMX no valor total de R$ 400 milhões, em uma emissão de ações para subscrição privada.

"Para este fim, o Sr. Eike Batista e outros acionistas da MMX a ele relacionados irão ceder à Wisco seus respectivos direitos de preferência com relação à emissão privada de ações acima mencionada. Os recursos obtidos pela MMX com o investimento da Wisco serão integralmente direcionados ao desenvolvimento do sistema MMX Sudeste", diz a companhia, em nota.

A mineradora brasileira lembra ainda que as ações da MMX serão emitidas pelo preço por ação em reais equivalente a US$ 3,93 na data da Reunião do Conselho de Administração, que irá aprovar a emissão das novas ações.

"No total, a MMX irá emitir 167.849.906 novas ações ordinárias, sendo assegurado aos acionistas minoritários direito de preferência à razão de 0,550104921470471 ações por cada papel detido na data da aprovação do aumento de capital", explica a MMX.

Fornecimento de minério de ferro

A parceria firmada entre a MMX e a Wisco inclui também um contrato de compra e venda de minério de ferro, em que a MMX Sudeste deverá fornecer à Wisco no mínimo 50% produto a ser gerado na Unidade de Serra Azul do Sistema MMX Sudeste.

Além disso, existe a possibilidade de aumentar o fornecimento em, no mínimo 50%, do minério de ferro a ser produzido na Unidade de Bom Sucesso, "o que poderá resultar na exportação de pelo menos 16 milhões de toneladas de minério de ferro por ano pelo sistema MMX Sudeste, tão logo este tenha atingido sua capacidade de produção total."

O contrato de compra e venda de minério de ferro tem prazo de vigência de 20 anos contados a partir de 1º de abril de 2010.

Wisco construirá siderúrgica

O fato relevante mostra também que a EBX celebrou com a Wisco um acordo de cooperação para uma potencial joint venture. O acordo prevê a construção e operação de uma planta siderúrgica integrada no Distrito Industrial do Super Porto do Açu que, por sua vez, está sendo construído pela LLX, empresa também controlada pelo Grupo EBX.

"Nos termos do Acordo de Cooperação, a EBX e a Wisco irão iniciar imediatamente todas as medidas preparatórias necessárias para a construção e operação da planta siderúrgica, com o objetivo de obter até 31 de maio de 2010 todas as aprovações e outras condições exigidas para sua construção", diz o comunicado.

As duas companhias acordaram ainda que a capacidade anual mínima projetada da planta siderúrgica não deverá ser inferior a 5 milhões de toneladas de produtos por ano, com possibilidade de aumento significativo nos próximos anos.

"A Wisco enviará seus melhores esforços para obter financiamento do Banco de Desenvolvimento da China (China Development Bank) para a planta siderúrgica, e a EBX, para obter financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)", diz a EBX.

Por fim, a EBX e a Wisco concordaram que deverão ainda buscar em conjunto a obtenção de oportunidades de capitalização para a planta siderúrgica por meio de operações no mercado de capitais.

"Mediante a implementação da associação, a Wisco irá deter 70% e a EBX (direta ou indiretamente por meio de suas afiliadas) irá deter 30% do capital social total e votante da sociedade veículo de referida parceria."

Os bancos Credit Suisse e BNP Paribas atuaram como assessores financeiros exclusivos do grupo EBX e da Wisco, respectivamente.


Comentários

Luiz, Porto Alegre | 30/11/09 13:44
Para o resto (70%) é uma questão de tempo. Boa opção especulativa para quem gosta de ações. Mas se fechar o capital, os minoritarios serão remunerados possivelmente com o valor patrimonial da MMX ( que é irrisório).


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