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Em construção, sede da UO-BS terá três torres e capacidade para cerca de 2 mil pessoas trabalharem em cada prédio

Fornecedor local acelera profissionalização para competir

MARCOS HADDAD NIERI

É a forma mais eficiente que empreendedores encontraram pra conseguir financiamento mais barato e apoio de agências de fomento

O profissionalismo também chega ao empreendedorismo. Segundo Jaime Shigueru Taka, secretário-executivo regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), os empreendedores precisam ficar atentos a essa nova realidade. “As empresas que estão chegando para atuar na Bacia Santos precisam encontrar soluções locais, ou seja, fornecedores de produtos e serviços sediados na região. É uma questão de economia e de logística que abre um campo de oportunidades enorme para quem tem o que oferecer”. Na lista de negócios da rodada promovida pelo Sebrae/SP destacam-se os produtos e serviços nas áreas de tubulações, equipamentos de proteção individuais (EPI), ferramentas, bombas e instrumentos, entre outros. Serviços de usinagem, solda, fundição, montagens industriais e projetos de meio ambiente também têm papel de destaque nas demandas das empresas-âncora.

O apoio das agências de fomento tem papel relevante no processo de capacitação tecnológica e de mão de obra. A Agência de Fomento Paulista /Nossa Caixa Desenvolvimento vem apostando no mercado de petróleo e gás, firmando linhas de créditos para as pequenas e médias empresas que compõem a cadeia produtiva do setor. Com prazo de até seis anos para quitação, a instituição pretende colaborar no estímulo à geração de empregos e renda no estado de São Paulo. “Iremos financiar justamente as PMEs atuantes no setor de petróleo e gás para que possam se firmar no mercado e fortalecer a economia paulista”, afirma Milton Luiz Melo Santos, presidente da Agência de Fomento. Ainda de acordo com Santos, a Baixada passou a ter importância ainda maior no panorama econômico nacional, onde se tornou o centro de negócios da cadeia produtiva de petróleo e gás no Estado. A linha de crédito Petróleo & Gás Natural está disponível para empresas com faturamento entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões, instaladas e com sede no estado de São Paulo. A taxa de juros é de 0,65% ao mês (mais IPC/Fipe) e prazo para pagamento de até 120 meses, com até 24 meses de carência.

Por sua vez, a Caixa Econômica Federal está participando ativamente do programa Progredir, lançado em junho passado pela Petrobras e que conta com a participação dos seis maiores bancos do país. O programa visa agilizar e incrementar a oferta de crédito para micros, pequenas e médias empresas que integram a cadeia de fornecedores da Petrobras. De acordo com Mauro Antonio Gonsales, gerente regional da Caixa, o banco já disponibilizou nos últimos quatro meses cerca de R$ 8 milhões de créditos somente para as empresas localizadas na região da Baixada Santista, e lembra que essa linha é exclusiva para aquelas que já estão cadastradas junto à Petrobras. Para as demais empresas, existe disponibilidade de crédito em outras linhas, com recursos oriundos, por exemplo, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do BNDES, onde a estatal atua como agente financeiro. Gonsales ainda lembra que dessas últimas linhas de créditos, foram repassados às empresas da região recursos da ordem de R$ 40 milhões. Empenhada em ser ágil, a Caixa vem qualificando seu pessoal, de maneira a torná-lo menos burocrático e mais acessível, afinal para o gerente regional do banco, terão de ser criadas condições para que as empresas da Baixada Santista possam competir com os concorrentes. “Qualificação técnica e administrativa, recursos financeiros e capacitação de mão de obra estão na ordem do dia”, explica Gonsales.

Todavia, ainda pairam dúvidas em alguns segmentos da sociedade local sobre o grau de competitividade das empresas da região. Atualmente, a fatia que cabe às empresas da Baixada no fornecimento para a Petrobras, incluindo a Refinaria Presidente Bernardes, de Cubatão, é de apenas 5%, de um montante de cerca de R$ 200 milhões anuais, números que indicam nuvens carregadas no horizonte de fornecedoras de suprimentos para embarcações e reparos navais. “A tecnologia exigida para fornecer serviços para a cadeia ainda é uma incógnita”, diz Taboada.


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