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Outros estados produtores acirram disputa para atrair investimentos

MARCOS HADDAD NIERI

Enquanto Santos e Rio de Janeiro investem em centros tecnológicos de ponta e atraem parcerias com empresas, Espírito Santo oferece estímulos fiscais

A corrida dos estados da região Sudeste para aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que vão ser geradas com o pré-sal inclui o estímulo ao desenvolvimento tecnológico. Cidades como Rio de Janeiro e Santos investem em centros tecnológicos de ponta e atraem parcerias de empresas e universidades, enquanto o Espírito Santo oferece estímulos fiscais para aquisição de peças e equipamentos.

Entre as iniciativas para a evolução técnica na região, a que está em fase mais avançada de implantação é o Parque Tecnológico do Rio, na capital fluminense. Localizado em uma área de 350 mil metros², o projeto nasceu em 2003, mas como destaca o gerente de articulações corporativas do parque, Alfredo Laufer, teve forte impulso a partir de 2007, com as primeiras descobertas do pré-sal.

Instalado na Ilha da Cidade Universitária (Ilha do Fundão), reúne laboratórios, centros de excelência mantidos pela Coppe/UFRJ e empresas de base tecnológica que atuam nos setores de petróleo e gás, energia, meio ambiente e tecnologia da informação. Desde o ano passado, empresas multinacionais como a francesa Schlumberger e as americanas Baker Hughes e FMC Technologies instalaram centros de tecnologia no parque, voltados especialmente para os desafios do pré-sal.

A elas já se somaram a Halliburton e a Tenaris Confab que, há cerca de dois meses, venceram a concorrência para ocupação dos últimos espaços disponíveis as empresas EMC, BG e Siemens. Segundo Laufer, o interesse das empresas que chegaram por último no parque pela concorrência era tão grande que o valor das propostas foi multiplicado por sete.

As empresas, ao entrarem ali, têm o compromisso de investir no mínimo R$ 3 milhões em pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Universidade, o que significa um aporte total, segundo Laufer, de R$ 30 milhões a cada ano.

Para que as empresas de menor porte também possam se beneficiar do projeto, será lançada uma Torre de Inovação, que vai abrigar cerca de 100 pequenas e médias empresas de diversos setores. As obras deverão estar concluídas até 2014 e a projeção é que, no parque como um todo, sejam investidos mais de R$ 500 milhões, nos próximos três anos, em novas unidades de pesquisas. Hoje, são 14 empresas no parque, além de quatro laboratórios e centros de pesquisa.

Já o Espírito Santo, um dos mais importantes cenários do pré-sal, não tem iniciativas específicas de centros tecnológicos, mas conta com o Invest (Programa de Incentivo ao Investimento no Espírito Santo). O objetivo, segundo o governo do Estado, é estimular os investimentos e também a renovação das estruturas produtivas, além de possibilitar o aumento da competitividade das empresas.

Para estimular esses investimentos, o Estado acena com benefícios como diferimento de ICMS em operações de importação de máquinas e equipamentos. Como parte do programa, há o Invest Import, para estimular a implantação de distribuidores locais. Os benefícios, nesse caso, incluem diferimento do lançamento e pagamento do ICMS na importação de mercadorias para o momento em que ocorrer a saída interna do estabelecimento beneficiário para os centros de distribuição.


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