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<title>Brasil Economico</title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/</link>
<description>Secção</description>
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<title><![CDATA[Indicadores antecedentes do Japão avançam em março]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/indicadores-antecedentes-do-japao-avancam-em-marco_132200.html</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 09:58:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/indicadores-antecedentes-do-japao-avancam-em-marco_132200.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/cidade_toquio_japao_bb_01.jpg" alt="Indicadores antecedentes do Japão avançam em março" align="left"/></a></p>De acordo com comunicado do governo, as expectativas são mais positivas para os próximos meses.</p><br clear="all"/>
    <p>Os indicadores antecedentes (Leading Economic Index) do Jap&atilde;o, que medem as expectativas para a economia nos tr&ecirc;s pr&oacute;ximos meses, reportaram melhora em mar&ccedil;o, segundo informa&ccedil;&otilde;es divulgadas nesta segunda-feira (20/5) pelo governo do pa&iacute;s.</p>
<p>O &iacute;ndice subiu para 97,9 pontos no terceiro m&ecirc;s do ano, contra 97,4 pontos registrados em fevereiro (dado revisado).</p>
<p>No mesmo sentido, o indicador que mede as condi&ccedil;&otilde;es atuais de neg&oacute;cios passou de 92,5 pontos para 93,8 pontos em mar&ccedil;o de 2013.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Indicadores antecedentes do Japão avançam em março]]></media:title>
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<title><![CDATA[Alta da bolsa do Japão não indica retomada da economia]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/alta-da-bolsa-do-japao-nao-indica-retomada-da-economia_130977.html</link>
<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 19:00:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/alta-da-bolsa-do-japao-nao-indica-retomada-da-economia_130977.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Eduardo_Velho_empresa_Prosper_be_01.jpg" alt="Alta da bolsa do Japão não indica retomada da economia" align="left"/></a></p>Para especialistas é necessário observar se a desvalorização do iene irá realmente se concretizar e, mais do que isso, se a população irá aumentar seu consumo.</p><br clear="all"/>
    <p>A forte ascens&atilde;o da Bolsa de T&oacute;quio neste ano n&atilde;o significa, necessariamente, que a economia do Jap&atilde;o, enfim, voltar&aacute; a ter crescimento, ap&oacute;s duas d&eacute;cadas de estagna&ccedil;&atilde;o. Nos anos 90, a d&eacute;cada perdida custou ao pa&iacute;s 1,3 trilh&atilde;o de ienes (US$ 10,8 trilh&otilde;es) por causa da queda do valor dos ativos em rela&ccedil;&atilde;o aos anos 80.</p>
<p>Na semana passada, a Bolsa de T&oacute;quio bateu suas m&aacute;ximas, impulsionada pelo pacote de est&iacute;mulo do governo. Neste ano, a valoriza&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice &eacute; de 27,19% e em 12 meses &eacute; de quase 40%.</p>
<p>No in&iacute;cio de abril, o governo japon&ecirc;s anunciou uma mudan&ccedil;a radical na sua pol&iacute;tica monet&aacute;ria, que resultar&aacute; na inje&ccedil;&atilde;o de cerca de US$ 1,4 trilh&atilde;o na economia nos pr&oacute;ximos dois anos. O objetivo &eacute; acabar com a estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e p&ocirc;r fim a quatro anos seguidos de defla&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a meta de infla&ccedil;&atilde;o para este ano foi de 1% para 2%, o que gerou cautela entre os investidores, uma vez que se os consumidores acharem que os pre&ccedil;os v&atilde;o subir rapidamente, ir&atilde;o gastar menos.</p>
<p>Essa inje&ccedil;&atilde;o de dinheiro ousada e in&eacute;dita na economia japonesa fez com que os investidores se antecipassem e partissem &agrave;s compras das a&ccedil;&otilde;es de empresas exportadoras, principalmente as montadoras, uma vez que com a quantidade de dinheiro a tend&ecirc;ncia &eacute; que o iene se desvalorize ainda mais, facilitando as exporta&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>"Os agentes j&aacute; precificaram que com o aumento das exporta&ccedil;&otilde;es e os gastos dos governos, as empresas v&atilde;o vender mais e, consequentemente, v&atilde;o aumentar seus lucros, tornando parte deles em b&ocirc;nus aos funcion&aacute;rios, o que estimular&aacute; a economia", explica Silvio Myasaki, professor da USP.</p>
<p>Por outro lado, o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, alerta que mesmo com a alta quantidade de dinheiro na economia, n&atilde;o &eacute; certo que o crescimento vir&aacute; no curto prazo, uma vez que a cultura do japon&ecirc;s &eacute; investir em poupan&ccedil;a e n&atilde;o consumir, como ocorre nos Estados Unidos, mesmo que a taxa de juros por l&aacute; seja perto de zero.</p>
<p>Al&eacute;m disso, Velho lembra tamb&eacute;m que &eacute; necess&aacute;rio analisar se a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do iene que, em um ano, atingiu 20%, alcan&ccedil;ando o patamar de US$ 1 para cada 100 ienes, ir&aacute; se sustentar. "N&atilde;o &eacute; porque a moeda depreciou em um m&ecirc;s que ir&aacute; acontecer sempre. O ideal &eacute; encontrar um equil&iacute;brio entre 95 e 100 ienes para cada d&oacute;lar. Se tiver uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o de mais de 20% a cada ano &eacute; ruim para a competitividade global", aponta o economista, completando que por enquanto essa competitividade n&atilde;o foi afetada.</p>
<p>"N&atilde;o acredito que o resultado do incentivo ao consumo seja obervado j&aacute; neste ano. Talvez em 2014", diz Myasaki, da USP. Um dos fatores negativos do alto valor dos gastos do governo &eacute; o n&uacute;mero elevado da rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida p&uacute;blica e Produto Interno Bruto, que chega a 250%. No entanto, Eduardo Velho explica que como a d&iacute;vida possui financiamentos longos, ainda n&atilde;o &eacute; preocupante.</p>
<p>Se a economia mundial permanecer como est&aacute; atualmente, apresentando crescimento moderado, o Jap&atilde;o pode apresentar expans&atilde;o de 2% neste ano, o que &eacute; considerado muito bom por ser uma economia madura. Al&eacute;m disso, o Fundo Monet&aacute;rio Internacional e o Banco Mundial elevaram a perspectiva de crescimento da China, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, o que contribuir&aacute; para o aumento das exporta&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Mas, se todo esse entusiasmo com o avan&ccedil;o do consumo e o aumento das exporta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se concretizar, seja por uma piora na perspectiva econ&ocirc;mica global ou receio da popula&ccedil;&atilde;o do Jap&atilde;o em gastar, uma vez que ainda trabalham com a expectativa que os pre&ccedil;os continuem a cair, o receio dos investidores deve aumentar, fazendo com que a Bolsa de T&oacute;quio devolva parte dos ganhos. Al&eacute;m disso, com as incertezas, a economia do pa&iacute;s ainda pode levar algum tempo para caminhar em frente.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Alta da bolsa do Japão não indica retomada da economia]]></media:title>
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<title><![CDATA[Investidor se confunde com política brasileira bipolar]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/investidor-se-confunde-com-politica-brasileira-bipolar_130870.html</link>
<pubDate>Fri, 12 Apr 2013 16:50:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/investidor-se-confunde-com-politica-brasileira-bipolar_130870.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/bolsas_investidor_europa_10_pag.jpg" alt="Investidor se confunde com política brasileira bipolar" align="left"/></a></p>Ao mesmo tempo que a Bolsa sofre uma fuga de investidores estrangeiros, os players domésticos apostam na melhora do país e não se desfazem de seus ativos, mesmo com preços altos.</p><br clear="all"/>
    <p>A vis&atilde;o dos investidores estrangeiros do Brasil j&aacute; foi melhor, quando o pa&iacute;s viveu uma euforia entre 2006 e 2011, influenciada pelo otimismo em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento do pa&iacute;s. Agora, com fraca expans&atilde;o e a interfer&ecirc;ncia do governo nos setor da economia, a percep&ccedil;&atilde;o paira sobre um cen&aacute;rio negativo.</p>
<p>Um pa&iacute;s de quase 200 milh&otilde;es de habitantes, estrategicamente importante em diversos pontos, o investimento estrangeiro direto (IED) n&atilde;o para. Um tanto disso se deve &agrave; vis&atilde;o atual, que indica que embora n&atilde;o caminhemos para o modelo de reformas do M&eacute;xico, do Chile ou da Col&ocirc;mbia, tampouco iremos para o caminho da Argentina ou da Venezuela.</p>
<p>De acordo com o Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), em relat&oacute;rio, o melhor, para resumir o Brasil, seria dizer que nossas pol&iacute;ticas, tanto externas quanto internas, sofrem de "transtorno bipolar".</p>
<p>As a&ccedil;&otilde;es na Bolsa brasileira come&ccedil;aram a sofrer uma fuga de investidores estrangeiros mais acentuada no ano passado, quando o governo anunciou as redu&ccedil;&otilde;es das tarifas el&eacute;tricas. Agora, com o poder judici&aacute;rio interferindo no caso da Vale, que pode ter que pagar R$ 31 bilh&otilde;es, a quantidade de investidores que est&atilde;o se desfazendo aumenta, mas ainda n&atilde;o preocupa.</p>
<p>"A aloca&ccedil;&atilde;o de investimentos estrangeiros para o Brasil est&aacute; estagnada num n&iacute;vel alto, mas sem sa&iacute;das significativas at&eacute; o momento. J&aacute; a percep&ccedil;&atilde;o dos investidores dom&eacute;sticos &eacute; uma mescla. Se por um lado percebemos e criticamos fortemente os problemas locais, por outro mantemos o "gosto" pelo pa&iacute;s onde n&oacute;s e nossas fam&iacute;lias residimos e onde pretendemos que nossos descendentes continuem", destaca a equipe de an&aacute;lise do CSHG.</p>
<p>Os players dom&eacute;sticos e externos est&atilde;o "embriagados" com o sucesso da valoriza&ccedil;&atilde;o de ativos brasileiros como a&ccedil;&otilde;es, im&oacute;veis, arte, entre outros, e apesar de terem certa no&ccedil;&atilde;o de que os pre&ccedil;os est&atilde;o exagerados, n&atilde;o tomam nenhuma atitude para vend&ecirc;-los em quantidades significativas, apenas marginalmente.</p>
<p>O CSHG destaca quatro motivos para isto acontecer, como a rentabilidade dos ativos em d&oacute;lar americano, perto de zero, e ningu&eacute;m quer saber da Europa e a &Aacute;sia. Al&eacute;m disso, os investidores n&atilde;o gostam de sair da zona de conforto.</p>
<p>Outro ponto &eacute; que os juros ainda est&atilde;o muito altos no Brasil se comparados aos do restante do mundo, o que ficou ainda mais exacerbado ap&oacute;s a super inje&ccedil;&atilde;o de dinheiro por parte do banco central japon&ecirc;s e, por &uacute;ltimo, o crescimento na m&eacute;dia de 3% do Brasil, apesar de ser considerado baixo.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Investidor se confunde com política brasileira bipolar]]></media:title>
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<title><![CDATA["Bolha imobiliária deve chegar em três anos"]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/bolha-imobiliaria-deve-chegar-em-tres-anos_130610.html</link>
<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 16:48:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/bolha-imobiliaria-deve-chegar-em-tres-anos_130610.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/predio_Tower_Bridge_Corporate_rep_01.jpg" alt=""Bolha imobiliária deve chegar em três anos"" align="left"/></a></p>Especialista alerta para a necessidade do governo encontrar um ponto de equilíbrio para a taxa básica de juros, pois quando precisar aumentar a Selic consideravelmente, os brasileiros não conseguirão pagar suas dívidas.</p><br clear="all"/>
    <p>A manuten&ccedil;&atilde;o da taxa b&aacute;sica de juros em patamares historicamente baixos poder&aacute; acelerar a chegada da t&atilde;o temida bolha imobili&aacute;ria, defendida por muitos especialistas.</p>
<p>Atualmente em 7,25% ao ano, a Selic neste valor &eacute; considerada um risco. "O Brasil est&aacute; se arriscando com juros artificialmente baixos e o nosso governo acredita que isso &eacute; bom para uma pol&iacute;tica expansionista", aponta Diogo Costa, professor do Ibmec.</p>
<p>Os investimentos que n&atilde;o eram realizados com tanta frequ&ecirc;ncia, passam a ser vi&aacute;veis com os juros mais baixos, como &eacute; o caso dos im&oacute;veis.  No entanto, o professor enfatiza que esses patamares de juros n&atilde;o seguir&atilde;o por muito tempo. "Assim que as economias dos Estados Unidos e do Jap&atilde;o melhorarem, esses pa&iacute;ses v&atilde;o aumentar os juros e o Brasil ser&aacute; obrigado a acompanhar, pois a taxa de retorno ser&aacute; melhor do exterior do que internamente, esvaziando os investimentos", explica Costa.</p>
<p>No momento que isso acontecer, o professor aponta que alguns financiamentos n&atilde;o conseguir&atilde;o ser pagos, pois esse tipo de pol&iacute;tica tem inflacionado os pre&ccedil;os dos im&oacute;veis, principalmente as classes mais baixas da popula&ccedil;&atilde;o, que contra&iacute;ram cr&eacute;dito imobili&aacute;rio para pagar em v&aacute;rios anos.</p>
<p>Al&eacute;m disso, a escassez de m&atilde;o de obra, falta de terrenos em grandes centros urbanos e o excesso de lan&ccedil;amentos contribuem para uma molha imobili&aacute;ria, "que dever&aacute; estourar no Brasil em tr&ecirc;s anos", completa Costa.</p>
<p>Por outro lado, dois pontos sustentam o ponto de vista da impossibilidade de ocorrer a bolha, como o fato do cr&eacute;dito imobili&aacute;rio no Brasil ainda ser muito baixo em rela&ccedil;&atilde;o ao Produto Interno Bruto (apenas 5%) e o n&iacute;vel de emprego em n&iacute;veis recordes, diferentemente do que aconteceria caso houvesse uma bolha, no qual as pessoas ficam sem dinheiro para quitar as parcelas. Vale lembrar que a ideia de que uma bolha imobili&aacute;ria ir&aacute; estourar vem desde 2008 e, desde ent&atilde;o, os pre&ccedil;os dos im&oacute;veis dobraram e triplicaram.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA["Bolha imobiliária deve chegar em três anos"]]></media:title>
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<title><![CDATA[Reforma do ICMS deve aumentar carga tributária]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/reforma-do-icms-deve-aumentar-carga-tributaria_130228.html</link>
<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 17:29:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/reforma-do-icms-deve-aumentar-carga-tributaria_130228.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Ives_Gandra_Martins_04.jpg" alt="Reforma do ICMS deve aumentar carga tributária" align="left"/></a></p>Economistas alertam para fundo de compensação que será viabilizado com a emissão de títulos do Tesouro.</p><br clear="all"/>
    <p>Um efeito indesejado pode ser o primeiro fruto da reforma tribut&aacute;ria que come&ccedil;a a ser negociada pelo governo federal. No intuito de acabar com a guerra fiscal, o governo promete compensar estados que perderiam arrecada&ccedil;&atilde;o com a reforma do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS).</p>
<p>Com isso, dizem especialistas em pol&iacute;tica fiscal, o governo pressionar&aacute; ainda mais a carga tribut&aacute;ria.</p>
<p>De acordo com a Medida Provis&oacute;ria N&ordm; 599/2012, a Uni&atilde;o poder&aacute; utilizar a Secretaria do Tesouro Nacional e emitir t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica para viabilizar o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), relativo &agrave; mudan&ccedil;a no ICMS.</p>
<p>Para economistas, a proposta &eacute; um contrassenso. "Se isso acontecer, teremos uma reforma tribut&aacute;ria que, no futuro, exigir&aacute; mais carga tribut&aacute;ria para pagar a d&iacute;vida contra&iacute;da com a reforma", explica o economista Mansueto Almeida.</p>
<p>O Minist&eacute;rio da Fazenda pretende disponibilizar ao fundo R$ 16 bilh&otilde;es anualmente. De todo o montante, R$ 4 bilh&otilde;es ser&atilde;o repassados diretamente, enquanto o restante constituir&aacute; uma linha de financiamento. No total, ap&oacute;s 20 anos, o governo ter&aacute; injetado R$ 296 bilh&otilde;es no FDR.</p>
<p>Com a mudan&ccedil;a proposta pela Fazenda, sete estados perder&atilde;o receita com a mudan&ccedil;a da al&iacute;quota interestadual do ICMS. Atualmente, uma taxa de 7% ou 12% &eacute; cobrada no estado de origem. Ap&oacute;s as novas regras, estas taxas ser&atilde;o reduzidas para 4% em at&eacute; 12 anos.</p>
<p>"&Eacute; um custo muito alto para algo que n&atilde;o tem benef&iacute;cios garantidos sobre a atividade econ&ocirc;mica. Al&eacute;m disso, enfraquece o pa&iacute;s, pois quanto maior a carga tribut&aacute;ria, menor a competitividade dele", explica Salto, economista da consultoria Tend&ecirc;ncias.</p>
<p>Membro do grupo de trabalho que prop&ocirc;s ao Senado Federal solu&ccedil;&otilde;es para o pacto federativo, Ives Gandra Martins acredita que o governo n&atilde;o conseguir&aacute; aprovar as mudan&ccedil;as sem uma compensa&ccedil;&atilde;o. "&Eacute; algo pol&iacute;tico. Na pr&aacute;tica, n&atilde;o haver&aacute; apoio sem estes tipos de compensa&ccedil;&atilde;o", avalia.</p>
<p>Para tentar aprovar as mudan&ccedil;as no ICMS o governo federal tamb&eacute;m deve abrir m&atilde;o de R$ 9 bilh&otilde;es, conforme publicou o <strong>Brasil Econ&ocirc;mico</strong>&nbsp;na &uacute;ltima sexta-feira. Os estados pedem uma redu&ccedil;&atilde;o de 20% no comprometimento de receitas para a amortiza&ccedil;&atilde;o de suas d&iacute;vidas. Em troca, utilizariam o montante para realizar investimentos.</p>
<p>Somadas, as a&ccedil;&otilde;es representam 63% do valor pago no &uacute;ltimo ano para a execu&ccedil;&atilde;o das obras do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).</p>
<p>"Isso &eacute; um contrassenso. A sensa&ccedil;&atilde;o que nos d&aacute; &eacute; que o governo federal tenta corrigir a aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas regionais com a libera&ccedil;&atilde;o de verbas aos estados", diz Martins.</p>
<p>Os economistas tamb&eacute;m pregam a negocia&ccedil;&atilde;o conjunta de diversos temas presentes na agenda do federalismo. O Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Estados (FPE) e a d&iacute;vida dos estados poderiam ser utilizados para reduzir os custos da opera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>"As perdas de arrecada&ccedil;&atilde;o de alguns estados poderiam ser compensadas na partilha do FPE e no indexador da d&iacute;vida dos estados", afirma  Felipe Salto. "O pacto federativo se resguarda na partilha de receitas. todos os temas teriam de ser negociados conjuntamente."</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Reforma do ICMS deve aumentar carga tributária]]></media:title>
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<title><![CDATA[Economista defende um ministério por dia útil do mês]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/economista-defende-um-ministerio-por-dia-util-do-mes_130175.html</link>
<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 17:13:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/economista-defende-um-ministerio-por-dia-util-do-mes_130175.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Paulo_Rabello_Sistema_Tributario.jpg" alt="Economista defende um ministério por dia útil do mês" align="left"/></a></p>“A criação de uma nova pasta tinha que ser precedida pela extinção de outra", diz Paulo Rabello de Castro.</p><br clear="all"/>
    <p>No momento em que a presidente Dilma Rousseff prepara a cerim&ocirc;nia de cria&ccedil;&atilde;o do 39&deg; minist&eacute;rio do seu governo, o economista Paulo Rabello de Castro, coordenador do Movimento Brasil Eficiente e presidente do Lide Economia, lan&ccedil;ou uma proposta inusitada.</p>
<p>&ldquo;A cria&ccedil;&atilde;o de uma nova pasta tinha que ser precedida pela extin&ccedil;&atilde;o de outra. Dilma deveria ter um n&uacute;mero m&aacute;ximo de minist&eacute;rios que ela pudesse atender nos dias &uacute;teis do m&ecirc;s&rdquo;, disse &agrave; coluna durante o 1&deg; F&oacute;rum Nacional do Varejo, evento que aconteceu esse fim de semana, em S&atilde;o Paulo. Apesar da cr&iacute;tica, ele faz uma ressalva.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o acho que a Micro e Pequena Empresa seja um mau destino para uma unidade ministerial. A empresa que est&aacute; come&ccedil;ando precisa de aten&ccedil;&atilde;o especial&rdquo;.</p>
<p>Rabello alerta que um s&oacute; Brasil paga a conta de todas as administra&ccedil;&otilde;es federais. &ldquo;Antes de constituir contribui&ccedil;&atilde;o, o minist&eacute;rio come&ccedil;a a ser um peso. A despesa deveria ser restrita a um numero  m&aacute;ximo de minist&eacute;rios&rdquo;.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Economista defende um ministério por dia útil do mês]]></media:title>
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</item>
	<item>
<title><![CDATA["Governo não visa mais o centro da meta de inflação"]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/governo-nao-visa-mais-o-centro-da-meta-de-inflacao_129895.html</link>
<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 17:01:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/governo-nao-visa-mais-o-centro-da-meta-de-inflacao_129895.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/consumo_compra_supermercado_bb_08.jpg" alt=""Governo não visa mais o centro da meta de inflação"" align="left"/></a></p>"Se a intenção do BC fosse a meta, a instituição já teria aumentado os juros, mas eles não estão mais se preocupando com a meta", destaca o coordenador do curso de economia do Ibmec.</p><br clear="all"/>
    <p>A infla&ccedil;&atilde;o acima do centro da meta, de 4,5%, j&aacute; &eacute; considerada uma tend&ecirc;ncia, com os valores fechando o ano perto de 6,5%. Em 2012, a infla&ccedil;&atilde;o ficou em 5,84%.</p>
<p>A condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica monet&aacute;ria brasileira &eacute; vista como um jogo pol&iacute;tico. De acordo com o economista Silvio Campos Neto, o governo n&atilde;o vai mexer na taxa b&aacute;sica de juros, atualmente em 7,25% ao ano, at&eacute; quando puder segurar este patamar.</p>
<p>"Essa taxa de juros, considerada uma 'conquista', &eacute; o grande trunfo do governo. Por conta disso, o governo prefere mexer em outras medidas para combater a alta dos pre&ccedil;os", explica o economista, fazendo men&ccedil;&atilde;o &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da tarifa de energia el&eacute;trica e &agrave;s desonera&ccedil;&otilde;es da cesta b&aacute;sica, que, para ele devem impactar de forma amena.</p>
<p>J&aacute; para o coordenador do curso de economia do Ibmec, M&aacute;rcio Salvato, desde que o Banco Central (BC) mudou de presidente, a condu&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi mirada para a meta, mas sim para o teto.</p>
<p>"Se a inten&ccedil;&atilde;o do BC fosse a meta, a institui&ccedil;&atilde;o j&aacute; teria aumentado os juros, mas eles n&atilde;o est&atilde;o mais se preocupando com a meta", destaca o coordenador. De acordo com ele, &eacute; poss&iacute;vel que a infla&ccedil;&atilde;o acumulada dos 12 meses n&atilde;o ultrapasse o teto, mas ficar&aacute; bem pr&oacute;xima.</p>
<p>A grande preocupa&ccedil;&atilde;o atual do BC &eacute; estar na meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), no entanto, n&atilde;o &eacute; o que estamos vendo, dada a expans&atilde;o do pa&iacute;s de apenas 0,9% em 2012.</p>
<p>Salvato lembra que com a infla&ccedil;&atilde;o em patamares elevados, o n&iacute;vel de investimentos se reduz, uma vez que o empres&aacute;rio buscar&aacute; retornos que arquem com gastos altos para garantir o fluxo de caixa. Este cen&aacute;rio de baixo investimento foi exatamente o que segurou o desempenho do PIB no ano passado. Para este ano, a proje&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passa de 3%.</p>
<p>"O Banco Central at&eacute; pode mexer na Selic [a taxa b&aacute;sica de juros] para controlar a infla&ccedil;&atilde;o atual, mas o nosso maior problema agora n&atilde;o &eacute; o aquecimento, mas sim a oferta, que foi penalizada com a falta de investimento em 2012. Qualquer surpresa de demanda, a ind&uacute;stria sofre press&atilde;o".</p>
<p>A vis&atilde;o do BC &eacute; de que a infla&ccedil;&atilde;o fique pressionada apenas no primeiro semestre por causa da seca que afetou a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os no mundo, levando a um aumento da demanda pelas commodities brasileira. Al&eacute;m disso, o in&iacute;cio do ano &eacute; marcado pelo aumento das mensalidades escolares e dos alugu&eacute;is.</p>
<p>A tend&ecirc;ncia de alta da infla&ccedil;&atilde;o gera descontroles fortes, como pre&ccedil;os relativos de renda e, principalmente, a desigualdade. Al&eacute;m disso, a ind&uacute;stria fica ainda mais enfraquecida, reduzindo a competitividade no exterior.</p>
<p>Questionado se a hiperinfla&ccedil;&atilde;o poderia voltar, o coordenador afirmou que sim, no entanto, com taxas bem menores do que as vistas nos passado. No entanto, ele aponta que anteriormente havia a corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria que contribu&iacute;a um pouco com o consumidor, mas que acabava prejudicando os mais pobres.</p>
<p>"A hiperinfla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa ter uma taxa exorbitante, basta que as pessoas percam a cren&ccedil;a em sua moeda e comecem a partir para o d&oacute;lar e im&oacute;veis, por exemplo", explica Salvato.</p>
<p>Para o economista Campos Neto, o governo ainda possui mais instrumentos e setores para realizar as desonera&ccedil;&otilde;es e, assim, reduzir a infla&ccedil;&atilde;o, sem ter que mexer na taxa de juros, mas ele alerta que isso apenas tem for&ccedil;a no curto prazo.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA["Governo não visa mais o centro da meta de inflação"]]></media:title>
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