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<title>Brasil Economico</title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/</link>
<description>Secção</description>
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<title><![CDATA[Ninguém consegue capitanear os protestos]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/ninguem-consegue-capitanear-os-protestos_133209.html</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 11:33:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/ninguem-consegue-capitanear-os-protestos_133209.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Protesto_09.jpg" alt="Ninguém consegue capitanear os protestos" align="left"/></a></p>Debate mostra que o preço da passagem é apenas o ponto de partida de um movimento para o qual ninguém sabe prever o futuro.</p><br clear="all"/>
    <p>Se os soci&oacute;logos ainda n&atilde;o conseguiram explicar o movimento que invade as ruas do pa&iacute;s, tampouco eles podem dizer alguma coisa sobre o que o futuro dos protestos, caso a demanda que alavancou as mobiliza&ccedil;&otilde;es - o aumento da tarifa de &ocirc;nibus - seja atendida.</p>
<p>At&eacute; os estudantes, grande maioria nas marchas, transitam entre especula&ccedil;&otilde;es sobre os rumos do fen&ocirc;meno "Vem pra Rua". Consenso, no entanto, &eacute; que o ato j&aacute; fez hist&oacute;ria e preocupa os partidos pol&iacute;ticos, que est&atilde;o de olho nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014.</p>
<p>O <strong>Brasil Econ&ocirc;mico</strong> e <strong>O Dia</strong> convidaram dois estudantes - um ativista nos protestos, o outro n&atilde;o - e dois professores universit&aacute;rios para entender o movimento que se espalhou pelo Brasil, a partir das redes sociais.</p>
<p>Na conversa com jornalistas estavam Paulo Gajanigo, professor de Sociologia da UFF, Jo&atilde;o Feres Junior, professor de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica da Uerj, o estudante de Jornalismo da UFRJ e integrante do F&oacute;rum Contra o Aumento da Passagem, Kenzo Soares, e o estudante de Direito da Uerj, Rodrigo Kanto.</p>
<p><strong>Qual o balan&ccedil;o das manifesta&ccedil;&otilde;es at&eacute; agora?</strong></p>
<p><strong>Kenzo Soares</strong> - Temos hoje, no pa&iacute;s, uma nova gera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que ontem provou, para si mesmo, que pode colocar 100 mil pessoas na rua. Hoje, v&aacute;rias capitais anunciaram que iriam baixar os pre&ccedil;os das passagens e Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo j&aacute; disseram que querem receber os manifestantes e negociar.Todo movimento precisa ter vit&oacute;rias concretas, por mais difuso que pare&ccedil;a. O movimento n&atilde;o se esgota nessa pauta [de reajuste das tarifas], mas &eacute; fundamental que se conquiste isso.</p>
<p><strong>Paulo Gajanigo</strong> - Existia uma sensa&ccedil;&atilde;o generalizada de que n&atilde;o t&iacute;nhamos voz e que o momento para expressar essa indigna&ccedil;&atilde;o &eacute; agora. Esse &eacute; um movimento que reivindica a na&ccedil;&atilde;o brasileira. Estamos vendo algo que n&atilde;o tem a ver com o Brasil consumista, que vive a pol&iacute;tica de valoriza&ccedil;&atilde;o do consumo. Estamos resgatando valores que estavam na campanha das Diretas J&aacute;. &Eacute; um bom come&ccedil;o para a forma&ccedil;&atilde;o de outros valores.</p>
<p><strong>Rodrigo Kanto </strong>- A juventude tem estado em uma zona de conforto. Acho importante que a minha gera&ccedil;&atilde;o v&aacute; para as ruas, mas propor tarifa zero n&atilde;o &eacute; fact&iacute;vel. Sempre vamos acabar pagando, de alguma forma. &Eacute; bom ter uma lideran&ccedil;a que coloque metas mais claras. N&atilde;o ha um movimento al&eacute;m do das tarifas.</p>
<p><strong>Kenzo Soares</strong> - Quando a juventude tomou conhecimento da realidade, o governo Lula j&aacute; era o governo Lula. Existe uma mem&oacute;ria de que estas [O PT, LULA]j&aacute; foram for&ccedil;as que se opunham &agrave; ordem do estado. As pessoas que gritavam "eu n&atilde;o tenho partido" com orgulho, expressavam rep&uacute;dio a pol&iacute;tica porque ela foi sequestrada pela institucionalidade que mant&eacute;m o status quo. H&aacute; um desencanto geral com o que um dia foi apresentado como alternativa. &Eacute; verdade que n&atilde;o h&aacute; uma pauta mais unificada, mas os protestos dialogam com pautas de movimentos menores desde o in&iacute;cio do ano, como os protestos da Aldeia Maracan&atilde;. Isso ajudou a por a gente na rua.<br /><br /><strong>Como voc&ecirc;s v&ecirc;em o movimento de protestos? Qual a compara&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel com outros movimentos que eclodiram no mundo?</strong><br /><br /><strong>Rodrigo Kanto</strong> - No mundo, de modo geral, as manifesta&ccedil;&otilde;es foram motivadas por raz&otilde;es muito mais graves. No Brasil, h&aacute; motivos para protestar, mas equiparar os movimentos &eacute; meio ilus&oacute;rio.<br /><br /><strong>Jo&atilde;o Feres</strong> - O movimento dos Indignados na Espanha e o Occupy Wall Street foram movimentos descentralizados e que ocorreram de forma espont&acirc;nea, mas que produziram muito pouco em termos de efeito e resultado. A manifesta&ccedil;&atilde;o no Brasil &eacute; mais focada e, de certa forma, almeja algum tipo de vit&oacute;ria. <br /><strong><br />Nesse movimento, quem est&aacute; vinculado a um partido sofre bullying?</strong></p>
<p><strong>Kenzo Soares</strong> - Nos &uacute;ltimos eventos, grupos pequenos foram agredir quem estava claramente identificado com um vinculo partid&aacute;rio. Mas eram 10 mil que gritavam "eu n&atilde;o tenho partido". N&atilde;o eram 100 mil.</p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres</strong> - Nem todo movimento est&aacute; falando contra os partidos. &Eacute; uma minoria que faz isso. Por parte da lideran&ccedil;a do movimento, n&atilde;o h&aacute; rejei&ccedil;&atilde;o de partidos.</p>
<p><strong>Rodrigo Kanto </strong>- N&atilde;o me sinto representado por nenhum partido.</p>
<p><strong>Voc&ecirc;s acreditam que algum partido v&aacute; se beneficiar dos protestos?</strong><br /><br /><strong>Rodrigo Kanto</strong> - N&atilde;o acredito que v&aacute; haver alguma repercuss&atilde;o pol&iacute;tica.</p>
<p><strong>Paulo Gajanigo</strong> - N&atilde;o. Ningu&eacute;m tem condi&ccedil;&otilde;es de capitanear esse movimento. O que essa manifesta&ccedil;&atilde;o criou &eacute; uma voz que n&atilde;o &eacute; do PT ou do PSDB. O movimento surgiu com uma quest&atilde;o espec&iacute;fica, dos R$ 0,20, mas mobilizou uma indigna&ccedil;&atilde;o muito difusa, que pode justificar a luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o e pelos direitos em geral.</p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres </strong>- A apropria&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &eacute; inevit&aacute;vel, sobretudo porque estamos &agrave;s portas das elei&ccedil;&otilde;es. Est&atilde;o todos se reposicionando.</p>
<p>Qual a sua opini&atilde;o sobre os atos de vandalismo?<br /><br /><strong>Kenzo Soares</strong> - A orienta&ccedil;&atilde;o do movimento &eacute; pacifica. Claramente, essa &eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o da maioria. Em torno da Alerj (Assembl&eacute;ia Legislativa do Rio de Janeiro), permaneceram 4 mil pessoas e, dessas, apenas 300 participaram dos atos de vandalismo. H&aacute; uma raiva inata e anti-sist&ecirc;mica. Ningu&eacute;m quebrou caixa para saquear. Por outro lado, poder&iacute;amos ter um sistema de seguran&ccedil;a mais preparado para lidar com as manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres</strong> - O fato de estar no protesto n&atilde;o pode ser usado como &aacute;libi para destruir patrim&ocirc;nio p&uacute;blico...</p>
<p><strong>Paulo Gajanigo </strong>- N&atilde;o h&aacute; hoje o discurso que os protestos s&atilde;o atos de vandalismo. Os pol&iacute;ticos tiveram de reconhecer que estamos em uma democracia.</p>
<p><strong>Kenzo Soares</strong> - Eu acredito que o movimento tem mais condi&ccedil;&otilde;es de lidar com esses casos do que o estado. Quando essas situa&ccedil;&otilde;es acontecem, a resposta da pol&iacute;cia geralmente &eacute; mais viol&ecirc;ncia. O maior patrim&ocirc;nio p&uacute;blico que temos s&atilde;o os cidad&atilde;os. Ent&atilde;o, a policia deve privilegiar as pessoas. A pol&iacute;cia pode ser uma forca menos militarizada para saber lidar com manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres</strong> - A proposta do movimento n&atilde;o &eacute; confrontar viol&ecirc;ncia. As franjas de viol&ecirc;ncias que ocorrem n&atilde;o podem ser creditadas como responsabilidade do movimento. Tentar responder ou articular uma resposta coerente para isso &eacute; uma armadilha.&nbsp;</p>
<p><strong>O movimento tem impacto nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es?</strong></p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres</strong> - Acho que tem alguma consequ&ecirc;ncia para o pleito presidencial. Mas para o estadual, n&atilde;o.</p>
<p><strong>Qual o futuro dos protestos?</strong></p>
<p><strong>Paulo Gajanigo </strong>- O movimento vai arrefecer em algum momento. O conflito vai aparecer. &Eacute; natural que seja assim. Mas a sensa&ccedil;&atilde;o de poder se manifestar fica como vit&oacute;ria.</p>
<p><strong>Rodrigo Kanto</strong> - O movimento &eacute; positivo, mas n&atilde;o pode durar para sempre. N&atilde;o pode se tornar um fetiche. &Eacute; preciso chegar a um acordo.</p>
<p><strong>Se baixarem a tarifa, o movimento acaba?</strong></p>
<p><strong>Paulo</strong> - A bandeira do reajuste &eacute; apenas uma bandeira de igni&ccedil;&atilde;o. Acho que n&atilde;o acaba. A energia que se tem &eacute; uma energia do conjunto de indigna&ccedil;&atilde;o. O movimento pode encontrar novas quest&otilde;es, pode elaborar uma pauta incentivada por essa coragem inicial. Acredito at&eacute; que, no m&eacute;dio prazo, se fortalece. No Rio de Janeiro, temos um caldo de continuidade.</p>
<p><strong>Jo&atilde;o Feres -&nbsp;</strong>Acho que h&aacute; um risco de acabar. O movimento est&aacute; muito baseado no que aconteceu em S&atilde;o Paulo, onde o movimento j&aacute; est&aacute; se organizando h&aacute; muito tempo. Sem a mobiliza&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo, por exemplo, sem indu&ccedil;&atilde;o, o movimento pode desaparecer. Se o movimento se reescrever e achar novas pautas, pode sobreviver, mas acho que ainda &eacute; cedo para prever isso. <br /><br /><strong>Kenzo Soares</strong> - O sentimento de insatisfa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s estava se tornando insuport&aacute;vel. Os protestos ganharam destaque e a resposta da sociedade foi crescer a mobiliza&ccedil;&atilde;o. Isso pode expandir para pautas mais gerais. Dia 30, temos a final da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es, com a possibilidade de um grande ato de repudio. Como &eacute; um evento que est&aacute; acontecendo nacionalmente, em v&aacute;rias capitais, &eacute; poss&iacute;vel que o movimento ganhe nova for&ccedil;a. Acho que os trabalhadores podem aderir ao movimento. Estamos falando de toda uma gera&ccedil;&atilde;o que est&aacute; transformando a forma como v&ecirc; o mundo. Vejo as manifesta&ccedil;&otilde;es como um ensaio geral, com reflexos para coisas boas no futuro do pa&iacute;s, de coisas interessantes que podem vir no futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Ninguém consegue capitanear os protestos]]></media:title>
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<title><![CDATA[Aprovação do governo Dilma cai a 55% em junho]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/aprovacao-do-governo-dilma-cai-a-55-em-junho_133218.html</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 13:04:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/aprovacao-do-governo-dilma-cai-a-55-em-junho_133218.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Dilma_13.jpg" alt="Aprovação do governo Dilma cai a 55% em junho" align="left"/></a></p>Já a parcela da população que classifica como péssimo ou ruim a administração subiu de 7% para 13% no mês.</p><br clear="all"/>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o &oacute;tima/boa do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para 55% em junho, ante 63%em mar&ccedil;o, de acordo com&nbsp;pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (19/06). Em rela&ccedil;&atilde;o a sua aprova&ccedil;&atilde;o pessoal, o indicador recuou de 79% para 71%.&nbsp;</p>
<p>O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 deste m&ecirc;s, antes da intensifica&ccedil;&atilde;o das manifesta&ccedil;&otilde;es populares em v&aacute;rias das principais cidades do pa&iacute;s.</p>
<p>Os que veem o governo como regular aumentaram para 32%, em compara&ccedil;&atilde;o a 29% em mar&ccedil;o. J&aacute; a parcela da popula&ccedil;&atilde;o que classifica como p&eacute;ssimo ou ruim o governo subiu de 7% para 13%.</p>
<p>O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 munic&iacute;pios. A margem de erro da pesquisa &eacute; de 2 pontos percentuais.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Aprovação do governo Dilma cai a 55% em junho]]></media:title>
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<title><![CDATA[Manifestantes tentam invadir a prefeitura de São Paulo]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/manifestantes-tentam-invadir-a-prefeitura-de-sao-paulo_133193.html</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 19:18:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/manifestantes-tentam-invadir-a-prefeitura-de-sao-paulo_133193.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/protesto_paulista_03.jpg" alt="Manifestantes tentam invadir a prefeitura de São Paulo" align="left"/></a></p>Após início pacífico, protestantes se dividem em dois grupos: pró e contra o ato de violência.</p><br clear="all"/>
    <p>Parte dos manifestantes do protesto contra o aumento do transporte p&uacute;blico, que se reuniu nesta ter&ccedil;a-feria (18/06) no centro de S&atilde;o Paulo tenta invadir a prefeitura da cidade.</p>
<p>Os ativistas derrubaram uma grade de ferro da entrada do pr&eacute;dio e h&aacute; confronto com a Guarda Civil Municipal (GCM).</p>
<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio pac&iacute;fico na Pra&ccedil;a da S&eacute; e re&uacute;ne cerca de 10 mil pessoas, segundo a Pol&iacute;cia Militar. O grupo dividiu-se em duas frentes: parte seguiu para o Parque Dom Pedro e um grupo maior est&aacute; na prefeitura.</p>
<p>Al&eacute;m da reivindica&ccedil;&atilde;o principal, pela redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do transporte, os ativistas erguem faixas e cartazes contra os gastos excessivos com as obras da Copa do Mundo, pedindo mais recursos para a sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foram notadas bandeiras de partidos pol&iacute;ticos.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Manifestantes tentam invadir a prefeitura de São Paulo]]></media:title>
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<title><![CDATA[Governo apresenta novo código para mineração]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/governo-apresenta-novo-codigo-para-mineracao_133174.html</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 12:26:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/governo-apresenta-novo-codigo-para-mineracao_133174.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/edison_lobao_ex_ministro_be_01.jpg" alt="Governo apresenta novo código para mineração" align="left"/></a></p>Entre as novidades anunciadas está a configuração da distribuição de royalties para metais nobres.</p><br clear="all"/>
    <p>Ap&oacute;s mais de cinco anos de debates, o governo federal apresentou nesta ter&ccedil;a-feira (18/06) o novo marco regulat&oacute;rio para o setor de minera&ccedil;&atilde;o. Entre as novidades anunciadas est&aacute; a configura&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de royalties para metais nobres. Os munic&iacute;pios produtores ficar&atilde;o com a maior fatia (65%). Os estados produtores ficar&atilde;o com 23% e a Uni&atilde;o com 12%.</p>
<p>A al&iacute;quota da Compensa&ccedil;&atilde;o Financeira pela Explora&ccedil;&atilde;o de Recursos Minerais (Cfem) ter&aacute; teto m&aacute;ximo de 4%. Al&eacute;m disso, ser&aacute; criado o Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Mineral, &oacute;rg&atilde;o encarregado de assessorar a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica para as pol&iacute;ticas do setor, com o objetivo de fortalecer sua participa&ccedil;&atilde;o no Produto Interno Bruto (PIB). O atual Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral (DNPM) passar&aacute; a exercer papel de ag&ecirc;ncia reguladora do setor, sob o nome de Ag&ecirc;ncia Nacional de Minera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>"Este &eacute; um momento hist&oacute;rico para o Brasil, ao encaminhar para exame do Congresso Nacional o marco para o setor mineral. Isso atende a uma exig&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel do nosso tempo e um novo e largo horizonte para um dos setores fundamentais da vida brasileira. Apesar do vasto territ&oacute;rio e imensas riquezas minerais, o Brasil aproveita muito pouco [essas riquezas] e os 4% do [setor no] PIB demonstra essa assertiva", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, durante o lan&ccedil;amento da proposta do novo marco.</p>
<p>De acordo com a proposta apresentada pelo governo, a concess&atilde;o ser&aacute; precedida de licita&ccedil;&atilde;o para promover concorr&ecirc;ncia entre os agentes. "Essas concess&otilde;es ter&atilde;o dura&ccedil;&atilde;o de 40 anos prorrog&aacute;veis por mais 20, sucessivamente", disse o ministro."Esse prazo ter&aacute; renova&ccedil;&atilde;o sucessiva, mas com obriga&ccedil;&otilde;es obriga&ccedil;&otilde;es legais claras e &ecirc;nfase na prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente", complementou a presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p>Lob&atilde;o disse que os operadores ter&atilde;o a obrigatoriedade de realizar "investimentos m&iacute;nimos" nas &aacute;reas concedidas, e que o acesso &agrave;s &aacute;reas ser&aacute; simplificado, "proporcionando o dinamismo que a cadeia requer". O ministro reafirmou que o governo ter&aacute; "respeito intransigente" a contratos e "regras claras para agentes envolvidos na atividade miner&aacute;ria".</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Governo apresenta novo código para mineração]]></media:title>
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<title><![CDATA[ONU pede moderação a autoridades e manifestantes em protestos]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/onu-pede-moderacao-a-autoridades-e-manifestantes-em-protestos_133169.html</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 11:01:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/onu-pede-moderacao-a-autoridades-e-manifestantes-em-protestos_133169.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Protesto_10.jpg" alt="ONU pede moderação a autoridades e manifestantes em protestos" align="left"/></a></p>Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil na segunda-feira para reivindicar melhores serviços públicos.</p><br clear="all"/>
    <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) pediu nesta ter&ccedil;a-feira (18/6) ao governo brasileiro que garanta o direito &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es pac&iacute;ficas e evite o uso desproporcional da for&ccedil;a, e cobrou que seja realizada uma investiga&ccedil;&atilde;o independente sobre relatos de excessos policiais na repress&atilde;o aos manifestantes, ap&oacute;s os maiores protestos populares no pa&iacute;s em mais de 20 anos.</p>
<p>Rupert Colville, porta-voz para a alta comiss&aacute;ria de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, tamb&eacute;m pediu modera&ccedil;&atilde;o aos manifestantes, depois de ataques contra a Assembleia Legislativa e alguns pr&eacute;dios hist&oacute;ricos e uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria durante os protestos no Rio de Janeiro.</p>
<p>"N&oacute;s pedimos que as autoridades brasileiras tenham conten&ccedil;&atilde;o ao lidar com os crescentes protestos sociais no pa&iacute;s e tamb&eacute;m apelamos aos manifestantes que n&atilde;o recorram a atos de viol&ecirc;ncia na reivindica&ccedil;&atilde;o de suas demandas", disse o porta-voz a jornalistas em Genebra.</p>
<p>Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil na segunda-feira para reivindicar melhores servi&ccedil;os p&uacute;blicos, combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.</p>
<p>Apesar de a manifesta&ccedil;&atilde;o ter ocorrido de forma pac&iacute;fica na maioria das cidades, no Rio manifestantes mais exaltados depredaram uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria, lojas e restaurantes e atearem fogo a ao menos dois carros. Em Bras&iacute;lia, manifestantes invadiram a &aacute;rea externa do Congresso Nacional e a seguran&ccedil;a do Pal&aacute;cio do Planalto foi refor&ccedil;ada.</p>
<p>Nesta ter&ccedil;a-feira de manh&atilde;, funcion&aacute;rios da prefeitura do Rio limpavam as ruas e recuperavam as cal&ccedil;adas danificadas no entorno do Assembleia, enquanto as carca&ccedil;as de dois carros incinerados eram removidos por reboques.</p>
<p>Segundo o porta-voz, o &oacute;rg&atilde;o da ONU est&aacute; particularmente preocupado com o uso excessivo da for&ccedil;a policial, que inclui relatos de pessoas feridas e presas, entre as quais jornalistas cobrindo as manifesta&ccedil;&otilde;es, o que "n&atilde;o deve se repetir".</p>
<p>Ele elogiou o acordo em S&atilde;o Paulo para que a pol&iacute;cia n&atilde;o use mais balas de borracha contra manifestantes, e pediu que as autoridades negociem com os manifestantes.</p>
<p>Colville ainda elogiou o posicionamento da presidente Dilma Rousseff, que na segunda-feira disse considerar leg&iacute;timas as manifesta&ccedil;&otilde;es pac&iacute;ficas, "pr&oacute;prias da democracia".</p>
<p>&copy; Thomson Reuters 2013 All rights reserved.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[ONU pede moderação a autoridades e manifestantes em protestos]]></media:title>
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	<item>
<title><![CDATA[Renan confirma que Temer será o vice de Dilma em 2014]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/renan-confirma-que-temer-sera-o-vice-de-dilma-em-2014_133153.html</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 09:30:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/renan-confirma-que-temer-sera-o-vice-de-dilma-em-2014_133153.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Renan_Calheiros_08.jpg" alt="Renan confirma que Temer será o vice de Dilma em 2014" align="left"/></a></p>Presidente do Senado diz que PMDB não tem líder de expressão nacional, embora seja forte na política regional.</p><br clear="all"/>
    <p>A agenda negativa que marcou a rela&ccedil;&atilde;o entre PMDB e Pal&aacute;cio do Planalto nos &uacute;ltimos tempos n&atilde;o abalou nem um cent&iacute;metro o cons&oacute;rcio de poder formado entre a legenda e a presidente Dilma Rousseff para a elei&ccedil;&atilde;o de 2014. Quem garante &eacute; o presidente do Senado, Renan Calheiros, um dos cardeais de mais alta patente do partido.</p>
<p>Durante almo&ccedil;o com empres&aacute;rios do Lide (Grupo de L&iacute;deres Empresariais) ontem, em S&atilde;o Paulo, ele foi categ&oacute;rico ao dizer que Michel Temer reeditar&aacute; a dobradinha de 2010 como vice de Dilma, mas cobrou mais di&aacute;logo na constru&ccedil;&atilde;o dos pilares da pr&oacute;xima gest&atilde;o. "Temos que conversar sobre como ser&aacute; a agenda dos pr&oacute;ximos meses e tamb&eacute;m do pr&oacute;ximo governo", disse Renan.</p>
<p>O discurso otimista ignora os choques entre o partido e o governo no Congresso Nacional, as crises nos diret&oacute;rios regionais rebeldes anti-PT e os focos de inc&ecirc;ndios na divis&atilde;o de cargos nas autarquias e minist&eacute;rios. "Vivemos um momento de dificuldade na administra&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria, mas, apesar de muitos terem vaticinado nosso fim, o PMDB ainda &eacute; o maior partido do pa&iacute;s", afirmou o presidente do Senado.</p>
<p>Diante dos empres&aacute;rios, ele reconheceu que a legenda ainda est&aacute; longe de realizar seu maior sonho: lan&ccedil;ar um candidato pr&oacute;prio e competitivo para disputar o Pal&aacute;cio do Planalto. "O PMDB n&atilde;o tem hoje grandes lideran&ccedil;as nacionais, mas temos os mais fortes l&iacute;deres regionais".</p>
<p>Em conversa com os jornalistas na sa&iacute;da do almo&ccedil;o, Renan Calheiros revelou que o Congresso ainda n&atilde;o estabeleceu prazos para a tramita&ccedil;&atilde;o do pol&ecirc;mico projeto que imp&otilde;e obst&aacute;culos para a cria&ccedil;&atilde;o de novos partidos no pa&iacute;s. O projeto deve voltar a tramitar amanh&atilde;, assim que o STF (Superior Tribunal Federal) concluir o julgamento sobre o tema. "N&atilde;o h&aacute; defini&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o dessa mat&eacute;ria. Vamos aguardar a decis&atilde;o do Supremo, conversar com os l&iacute;deres e colocar a mat&eacute;ria na agenda em fun&ccedil;&atilde;o da conveni&ecirc;ncia pol&iacute;tica das bancadas".</p>
<p>No &uacute;ltimo m&ecirc;s de abril, o ministro Gilmar Mendes abriu uma pol&ecirc;mica entre os poderes ao interromper o tr&acirc;mite da mat&eacute;ria na C&acirc;mara dos Deputados. O encontro com os empres&aacute;rios tamb&eacute;m foi marcado pela tentativa de Renan Calheiros de imprimir uma marca positiva em sua gest&atilde;o no comando do Senado - a transpar&ecirc;ncia. Apesar de ele mesmo ter presidido a casa duas vezes e de seu partido ser o que mais tempo esteve nessa posi&ccedil;&atilde;o, ele criticou as &uacute;ltimas gest&otilde;es. "O Senado acumulou impropriedades ao longo dos tempos".</p>
<p>Falando aos empres&aacute;rios, ele discorreu longamente em tom triunfalista sobre sua pol&iacute;tica de "eliminar privil&eacute;gios" e reduzir os custos de Senado, at&eacute; que foi cobrado pela decis&atilde;o de investir R$ 15 milh&otilde;es para expandir a estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o da casa. A novidade foi revelada ontem pelo jornal "Estado de S.Paulo". O senador minimizou o caso e afirmou que sequer tomou uma decis&atilde;o final. "Essa &eacute; uma decis&atilde;o das mesas anteriores do Senado. Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, n&atilde;o decidi se vou fazer isso ou n&atilde;o".</p>
<p>Como n&atilde;o podia deixar de ser, Renan Calheiros tamb&eacute;m falou sobre as manifesta&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o ocorrendo em todo pa&iacute;s. "A pol&iacute;cia e os l&iacute;deres da manifesta&ccedil;&atilde;o devem somar for&ccedil;as para isolar os radicais. Os pap&eacute;is deles se complementam", afirmou, acrescentando em seguida: "O modelo de seguran&ccedil;a p&uacute;blica no Brasil est&aacute; esgotado. &Eacute; preciso regulamentar o artigo 144 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, estabelecer claramente os crit&eacute;rios para investiga&ccedil;&atilde;o e o papel de cada um. No mundo todo tem juizado de instru&ccedil;&atilde;o", afirmou.</p>
<p>A medida &eacute; uma bandeira dele desde quando ocupava o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a do governo Fernando Collor, nos anos 90. A ideia &eacute; introduzir o juizado de instru&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, pol&iacute;cia, judici&aacute;rio e Minist&eacute;rio P&uacute;blico re&uacute;nem-se ao mesmo tempo depois do crime.</p>
<p>Por fim, o presidente do Senado foi questionado pela insinua&ccedil;&atilde;o da ministra das Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais, Idelli Salvatti, de que o Congresso praticava chantagem com o Executivo. "&Eacute; uma generaliza&ccedil;&atilde;o. Ela n&atilde;o responde &agrave;s perguntas do que acontece em rela&ccedil;&atilde;o a ela. o Congresso tem muita responsabilidade com o Brasil. Generaliza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ajudam".</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Renan confirma que Temer será o vice de Dilma em 2014]]></media:title>
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<title><![CDATA[Protesto pacífico une milhares de pessoas na Faria Lima]]></title>
<link>http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/protesto-pacifico-une-milhares-de-pessoas-na-faria-lima_133157.html</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 19:55:00 -0300</pubDate>
        <description><![CDATA[<p><a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/protesto-pacifico-une-milhares-de-pessoas-na-faria-lima_133157.html"><img src="http://brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/Protesto_09.jpg" alt="Protesto pacífico une milhares de pessoas na Faria Lima" align="left"/></a></p>Bandeiras do Brasil e cartazes com pedidos de melhoria no transporte público, saúde e educação são as armas dos manifestantes.</p><br clear="all"/>
    <p>O aumento da passagem em S&atilde;o Paulo foi o estopim que trouxe &agrave; tona a indigna&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; car&ecirc;ncia de direitos b&aacute;sicos como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e transporte de qualidade.</p>
<p>A quinta marcha contra o aumento da tarifa &eacute; muito mais do que um protesto organizado pelo Movimento Passe Livre.</p>
<p>Estudantes, pais de fam&iacute;lia, e trabalhadores d&atilde;o voz &agrave; marcha que segue firme por toda a Avenida Faria Lima desde o Largo da Batata at&eacute; a Avenida JK.</p>
<p>"O povo acordou", gritam os manifestantes no mesmo ritmo, ao expressar a indigna&ccedil;&atilde;o e o desrespeito do poder p&uacute;blico com a popula&ccedil;&atilde;o tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os b&aacute;sicos quanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; onda de viol&ecirc;ncia protagonizada pela pol&iacute;cia no &uacute;ltimo ato, na quita-feira da semana passada (13/6).</p>
<p>"Eu e minha esposa viemos acompanhar nossa filha universit&aacute;ria que foi agredida na &uacute;ltima manifesta&ccedil;&atilde;o. O ato de viol&ecirc;ncia praticado na semana passada nos instigou a estar aqui hoje. A policia tem de garantir a livre manifesta&ccedil;&atilde;o do povo", afirma Adnan El Kadri, advogado de 61 anos.</p>
<p>A policia observou os manifestantes desde a concentra&ccedil;&atilde;o no Largo da Batata, e tamb&eacute;m durante todo o trajeto que passou pela Faria Lima, atravessou a Avenida Rebou&ccedil;as e agora esta na avenida JK.</p>
<p>N&atilde;o houve confronto direto at&eacute; aqui com os policiais.</p>
<p>Durante o protesto, os estabelecimentos da Faria Lima baixaram as portas e o tr&acirc;nsito na esquina com a Avenida Rebou&ccedil;as parou.</p>
<p>Tanto pessoas no tr&acirc;nsito como as da Faria Lima nas portas dos escrit&oacute;rios, sem poder ir embora, concordam com a manifesta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O eletricista de 31 anos Gilson Carlos da Silva, que estava parado h&aacute; cerca de uma hora com o carro desligado no cruzamento da Rebou&ccedil;as com a Faria Lima afirmou estar chateado por n&atilde;o conseguir chegar em casa.</p>
<p>"No entanto, essa manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, pois s&oacute; assim as pessoas conseguem reivindicar os seus direitos".</p>
<p>Vis&atilde;o semelhante &eacute; compartilhada por Andrea Lotaric, professora aposentada de filosofia da USP.</p>
<p>"&Eacute; assim que se forma uma gera&ccedil;&atilde;o com consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Desde o tempo da ditadura as pessoas se acomodaram por medo e estou vendo essa realidade mudar na minha frente. &Eacute; espont&acirc;neo e multilateral", afirma Andrea. "&Egrave; uma maravilha ver o povo reivindicando", emenda a professora.</p>
<p>Na Faria Lima, muitos executivos n&atilde;o tinham como ir para casa e ficavam na frente dos seus escrit&oacute;rios observando a manifesta&ccedil;&atilde;o passar.</p>
<p>"Um ato como esse n&atilde;o acontecia desde o impeachment do Collor. Acho q temos muitos problemas e isso foi s&oacute; a gota d&acute;&aacute;gua para reunir tantas pessoas assim. Somente um motivo t&atilde;o popular quanto o aumento da tarifa de &ocirc;nibus seria capaz de unir essa massa. A PAC 37 [conhecida como PEC da Impunidade, que pretende tirar o poder de investiga&ccedil;&atilde;o criminal dos Minist&eacute;rios P&uacute;blicos Estaduais e Federal] nunca conseguiria juntar tantas pessoas assim. Sou a favor dessa express&atilde;o", diz Ricardo Medeiros, engenheiro que estava observando a manifesta&ccedil;&atilde;o &agrave; frente de seu escrit&oacute;rio, na altura do n&uacute;mero 2000 da Faria Lima.</p>
<p>Na esquina da Av. Faria Lima com a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, um policial em sua moto segurava o tr&acirc;nsito para impedir que os carros chegassem a Faria Lima, e ganhou de um dos manifestantes um buque de flores, que guardou gentilmente na garupa.</p>
<p>Questionado sobre o que achava da manifesta&ccedil;&atilde;o, afirmou que n&atilde;o concordava nem discordava porque n&atilde;o usa transporte p&uacute;blico, mas que estava ali para garantir a seguran&ccedil;a das pessoas e honrar com seu trabalho. O policial preferiu n&atilde;o se identificar.</p>
<p>&Eacute; com esse clima amistoso que a popula&ccedil;&atilde;o comemora a invas&atilde;o do Congresso por manifestantes em Bras&iacute;lia, e a reuni&atilde;o de milh&otilde;es de pessoas pelos protestos ao redor do pa&iacute;s.</p>]]></description>
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<media:title ><![CDATA[Protesto pacífico une milhares de pessoas na Faria Lima]]></media:title>
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